
A primeira edição do Caderno dos Sabores, homenageia os 472 anos da cidade de São Paulo. Mais do que marcar uma data, celebramos uma cidade que pulsa diversidade, trabalho, cultura e sabores que não cabem apenas no prato — cabem na memória.
São Paulo é uma cidade que nunca dorme, nunca para e nunca deixa de se reinventar. Aqui, tradições centenárias convivem com tendências globais, cozinhas do mundo se encontram nas esquinas e histórias inteiras são contadas entre uma mesa e outra. E é essa energia que inspirou a criação do nosso primeiro caderno.
Nesta edição inaugural, reunimos associados mais antigos que representam a alma gastronômica paulistana. Casas emblemáticas que resistem ao tempo, empreendedores que moldaram a cidade através da comida e pratos que se tornaram parte da identidade coletiva dos paulistanos.
Ao celebrar o aniversário de São Paulo, celebramos também todos aqueles que ajudam a construir o sabor da cidade — diariamente, silenciosamente e com enorme entrega.
Conheça nossa seleção!

Aizomê é o nome de uma técnica milenar de tingimento de tecidos com índigo ou anil. Não por coincidência, esse também é o nome de um dos melhores e mais tradicionais restaurantes japoneses de São Paulo. O nome tem uma relação muito próxima com o tempo, a natureza e a habilidade do artesão – o que se reflete visivelmente na cozinha delicada e autoral da chef e proprietária Telma Shimizu.
Com duas unidades e um café – a primeira, conhecida informalmente como “casa-mãe” e localizada no Jardim Paulista, e a segunda, que abriu, além do restaurante o Aizomê Café, dentro do centro cultural Japan House –, a casa é baseada em valores autenticamente japoneses, como o omotenashi, que é a cultura da hospitalidade.
Aizomê Jardins: o precursor
A primeira casa de Telma Shimizu ocupa um discreto sobrado com entrada lateral, sem placa na porta. O público se acomoda entre as salas reservadas, um espaço com tatames e o salão principal, com um clássico balcão de onde se pode observar de perto o cuidadoso trabalho dos sushimen.
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No restaurante Aizomê gostamos de valorizar os sabores que atravessaram o mundo com os imigrantes japoneses e contamos histórias através de receitas que juntam o melhor do Brasil e do Japão.
1. O queridíssimo pastel de feira tem origem controversa – alguns falam em inspiração oriental ou europeia, dependendo da fonte, mas inegavelmente a receita foi adaptada e popularizada pelos imigrantes japoneses.
A iguaria virou uma opção prática e deliciosa de refeição rápida para muitos e até ritual gastronômico para outros, com a escolha de sabor preferido dentre uma infinidade de opções além dos clássicos carne, queijo ou palmito e acompanhada por goles gelados de caldo de cana.
Nós também brincamos com os sabores e temos nossas combinações próprias:
- Pastel de carne com legumes e curry japonês
- Pastel de queijo com mochi e nori
- Pastel de palmito com cogumelos
2. Camarão na moranga é um prato de celebração. Tenho a memória de muitas festas de família nas quais a saga começava pela busca da abóbora perfeita e seguia no cuidado para fazer um molho bem saboroso com belos camarões inteiros e nacos de catupiry que preenchiam a cavidade laranja. Fazia bonito no centro da mesa, mas o surpreendente mesmo foi me deparar com a história da receita na crônica de J. A. Dias Lopes e sua ligação com os japoneses. Pois reza a lenda que alguns imigrantes, presos políticos e extremistas no contexto da Segunda Guerra Mundial, foram encarcerados na Ilha Anchieta no litoral paulista e ali começaram a se dedicar ao cultivo de abóboras e outras hortaliças. Uma das abóboras caiu no mar e foi parar nas mãos de uma afamada cozinheira, que ao encontrar camarões em seu interior teve a ideia da receita que hoje é um ícone da culinária caiçara.
Nossa versão para menu degustação utiliza camarões com molho de seu próprio caldo temperado com curry japonês e servidos dentro de uma mini moranga assada, arrematados por cambuquira e sementes de abóbora tostada.
3. Uma das sobremesas do Aizomê que une sabores clássicos japoneses com ingredientes brasileiros únicos é a que traz a combinação de matchá com cambuci. Essa fruta é um dos tesouros da Mata Atlântica e eu adoro seu formato singular e aroma marcante, os quais fizeram parte de minha infância no interior paulista. O cambuci também dá nome a um dos bairros centrais da cidade de São Paulo. Suas notas frutadas e ácidas complementam perfeitamente o tom herbáceo e terroso do matchá, o qual arredonda o conjunto com profundidade e umami.

O Apfel é um dos mais tradicionais restaurantes vegetarianos de São Paulo, com mais de quatro décadas de história no centro da cidade. Ao longo dos anos, conquistou clientes fiéis por meio de um buffet vegetariano diversificado, com ingredientes naturais e preparações que celebram a alimentação consciente. Hoje, o Apfel combina a experiência de décadas de atuação na cidade com uma proposta contemporânea, preservando o compromisso com sabor, qualidade e alimentação consciente.
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O prato escolhido é o varenic, uma massa tradicional da culinária de origem judaica, típica da Europa Oriental. Essa receita carrega forte relação com a comunidade judaica que se estabeleceu em São Paulo, especialmente no bairro do Bom Retiro, região que historicamente recebeu muitos imigrantes vindos da Europa no início do século XX.
No Apfel, o varenic é preparado com ingredientes naturais e seguindo a proposta vegetariana da casa. Ao mesmo tempo, remete ao espírito multicultural de São Paulo, cidade moldada por diferentes tradições e comunidades que contribuíram para sua identidade gastronômica.

O Bar Brahma, fundado em 1948 por Henrique Hillebrecht na icônica esquina das avenidas Ipiranga com a São João, em São Paulo, é um marco cultural e boêmio, famoso por atrair políticos, artistas (como Adoniran Barbosa, Cauby Peixoto) e estudantes, sendo palco de debates e da música popular brasileira. Após fechar nos anos 90 devido à decadência do centro, foi reaberto em 2001 com o nome original e revitalizado, mantendo-se como um reduto do samba e da história paulistana, homenageando o deus hindu Brahma com seu nome.

Desde 1968, o Bar e Lanches Estadão faz parte do dia a dia de São Paulo. Aberto 24 horas, todos os dias do ano, é refúgio para quem madruga, trabalha até tarde ou simplesmente não abre mão de um bom lanche. Famoso pelo tradicional sanduíche de pernil, o Estadão mantém viva uma receita que atravessa décadas e faz parte da memória da cidade.
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O sanduíche de pernil do Estadão é um verdadeiro ícone paulistano. Preparado com pernil fatiado e servido com o tradicional molho de cebola, tomate e pimentão, ele traduz simplicidade, sabor e história. Presente na rotina da cidade há décadas, acompanha madrugadas, almoços rápidos e encontros depois do trabalho, tornando-se parte da identidade de São Paulo e da memória afetiva de gerações.

undado há 32 anos em São Paulo pelo lendário B.B. King, o Bourbon Street Music Club mantém atividade ininterrupta desde sua inauguração e consolidou-se como uma das mais importantes casas de música do mundo. Sua atmosfera recria a atmosfera de Nova Orleans, no sul dos Estados Unidos, com música ao vivo, culinária Cajun/Créole e drinks típicos, sendo um ponto de encontro para amantes da boa música. Ao longo de sua trajetória, seu palco já recebeu mais de 7.500 shows, com a participação de mais de 1.500 artistas nacionais e internacionais, incluindo mais de 50 vencedores do Grammy e alguns dos maiores nomes do jazz, do blues e da soul music, como Ray Charles, Nina Simone, Betty Carter, Shirley Horn, Diana Krall, Joss Stone, Wynton Marsalis, Marcus Miller, Ron Carter e Pat Metheny, entre muitos outros.
Reconhecido internacionalmente, o Bourbon Street foi eleito pela revista norte-americana DownBeat como uma das melhores casas de jazz do mundo por cinco anos consecutivos (2013 a 2017). Além da programação regular, o clube é responsável pela criação e produção de importantes festivais musicais, como o Bourbon Street Fest, realizado há 20 anos em São Paulo e que já passou por cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Porto Alegre e Curitiba; o Bourbon Festival Paraty, que chegou à sua 15ª edição; e o Paraty Latino, com quatro edições, ambos na histórica cidade de Paraty (RJ).
No litoral norte paulista, o Bourbon Street também assina quatro edições do Folk & Blues Ilhabela e duas do Ilhabela Bossa & Choro. A casa ainda levou mais de 130 shows gratuitos a parques públicos da cidade de São Paulo — incluindo apresentações históricas de B.B. King e Ray Charles no Parque do Ibirapuera, ambas com público superior a 100 mil pessoas — e organizou mais de 50 turnês pela América do Sul, passando por Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.
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Jambalaya
Prato tradicional originário de Nova Orleans, EUA, o Jambalaya é um prato que funde as diversas influências das culturas que formam o estado do Mississipi, que assim como São Paulo reúne diversas influências culturais que revelam a riqueza de seu sabor identidade. Recorte das culinárias cajun e creole, resultados das culturas francesa, espanhola, africana e a indígena, o Jambalaya é um guisado versátil, cozido em panela única, que combina arroz, proteínas (normalmente uma combinação de carne e frutos do mar) e vegetais. No Bourbon Street, é feito com arroz negro de sabor levemente acastanhado, bacon, frango, linguiça calabresa e camarões. Nos temperos, canela, tomilho, alecrim, páprica picante, pimenta caiena e outros segredos.

Conhecido pelos seus pratos fartos e saborosos, a preços convidativos e, ainda, pelo apoio que dá, desde sua fundação, em 1991, à cultura da cidade. É frequentado por artistas, jornalistas, empresários, turistas brasileiros e estrangeiros e, claro, clientes em geral. Há muitos anos apoia espetáculos, peças, lançamentos de livros e exposições. Os sócios e muitos de seus funcionários são da pequena cidade mineira de Senador Firmino, próxima a Ubá, na Zona da Mata.
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Entre os pratos do cardápio, destaque para o Zona da Mata (carne-de-sol na manteiga, tutu, couve, mandioca frita e arroz), um dos preferidos pelos paulistanos, turistas estrangeiros e brasileiros, assim como pelos mineiros que vivem em São Paulo e frequentam o Consulado Mineiro em busca dos sabores da terrinha. “É o prato que tem o nome da região em que está na nossa Senador Firmino e desde o início é um dos mais pedidos da casa”, conta Geraldo Magela Carneiro, sócio fundador.

Fundado em 1996, o Restaurante Guinza Sushi ocupa um imóvel de ambiente aconchegante no coração dos Jardins. A casa é comandada por Mauricio Nishimori que trabalha com pratos a la carte.

Cantina Biaggio e Joca’s Burger. Essas casas da Zona Norte (e outras de igual sucesso) tem algo em comum: marcaram o início da gastronomia de qualidade na região. Mas também têm algo mais.
Hoje a Zona Norte já é reconhecida pela gastronomia, mas na década de 70 a situação era bem diferente, na região praticamente não existiam restaurantes diferenciados pela boa comida e atendimento.
Foi quando o Sr. MANUEL JORGE CAETANO, ou Sr. Caetano, como é conhecido, participou como sócio fundador da abertura e operação dos restaurantes acima e fundou também as mais famosas da zona norte (Pizzaria Marco Luccio, Marques Hamburguer, Pizzaria Valpolicella, Lanchonete Nova Brás Leme), casas que sob sua batuta foram reconhecidas e aclamadas em toda a Zona Norte e ficaram conhecidas por toda a cidade.
O Sr. Caetano iniciou sua trajetória na década de 70, em restaurantes de destaque na Zona Sul, quando percebeu, como morador, que deveria trazer toda sua experiência também para a Zona Norte, inaugurando na região uma nova fase da gastronomia. Isso aconteceu nas décadas de 70 e 80.
Logo de início, a Cantina Biaggio, na Brás Leme, e o Joca’s Burger, na Av. Nova Cantareira, marcaram a preferência do público, por seu pioneirismo, sua qualidade inquestionável e pelos preços justos, destino igual reservado às duas melhores pizzarias da região, na época sob sua gestão. Pais traziam seus filhos e seus filhos também traziam seus filhos, todos sempre ficavam sob os olhos atenciosos desse senhor.
Sempre atento às necessidades de seus clientes, na década de 90 as empresas passaram por uma reformulação. Foi quando seus filhos passaram a participar dos negócios e a Cantina Biaggio passou por uma reforma que a transformou numa das melhores de toda a cidade e a Lanchonete da Av. Nova Cantareira trocou de nome e passou a se chamar Joca’s Burger.
A Cantina Biaggio e o Joca’s Burger agora tinham um toque mais familiar ainda: o toque de toda a Família Caetano.
E nos dias atuais pessoas se conhecem, paqueram, batem papo, fazem amizade, casam, comem, bebem, divertem-se e agitam a região. Tudo ainda sob o teto dessas casas, que contaram com toda a simpatia e atenção de seu anfitrião e que fazia questão que todos se sentissem numa extensão de seus próprios lares.
Com a chegada do século 21, nos anos 2000 a família aprimorou ainda mais seus produtos e serviços.
O Joca’s Burger passou por uma reforma e ainda hoje continua uma das lanchonetes mais queridas e charmosas da região, mantendo o estilo de lanchonete raiz. Seu ambiente interno ficou maior e mais confortável e suas agradáveis mesas na varanda são disputadas com ferocidade, rs. Como se tudo isso não bastasse, ainda recebeu de quebra dois prêmios: o Prêmio Qualidade Brasil e seu hambúrguer foi considerado o melhor da zona norte, comparando-se em qualidade aos melhores da cidade.
Na sede onde ficava a saudosa Cantina Biaggio a família reformou todo o edifício e transformou na 2ª. UNIDADE DO JOCA’S BURGER, uma unidade moderna com um cardápio super saboroso, um ambiente charmoso e jovial, drinks deliciosos e manteve o atendimento primoroso.
Enfim, quando hoje vemos aparecer na região casas das mais diversas especialidades, com todo o respeito e qualidade que os moradores da zona norte merecem e se acostumaram a receber, não podemos esquecer que tudo começou com o trabalho de uma das pessoas mais queridas da região, conhecido e respeitado por todas as pessoas do setor de gastronomia e aclamado por seus clientes, que fazem questão de retribuir todo o carinho e atenção que receberam antes e ainda hoje recebem de toda a família.
O Sr. Caetano nos deixou em 02/04/2021, numa sexta feira santa, mas a história da Zona Norte e de sua gastronomia de qualidade se entrelaçará para sempre com a trajetória desse senhor e sua família.

Desde 1954, um clássico sempre atual no coração de SP - Fundado em 1954 pelo casal de imigrantes franceses Roger e Fortunée Henry, o La Casserole é um dos primeiros bistrôs autênticos de São Paulo, com legítimos pratos da culinária francesa e calorosa acolhida de seus donos. Há mais de sete décadas permanece firme em frente à floricultura do Largo do Arouche, seu endereço original, tornando-se um patrimônio paulistano. Nesta atmosfera romântica e parisiense, as mesas com vista para a banca de flores são sempre as mais disputadas!
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Gigot d'Agneau (pernil de cordeiro assado, servido no próprio molho com feijão branco). A perna vem inteira da cozinha e é finamente fatiada pelos garçons à frente do cliente. O prato todo é finalizado no salão.
O Gigot d'Agneau é um prato dos pratos mais tradicionais do La Casserole, presente em todos os cardápios que temos conhecimento desde a abertura, há 72 anos. Ele também traz uma curiosidade ligada à cultura paulistana e às diferentes tradições gastronômicas que compõe a nossa cidade: na década de 50, a gastronomia paulistana era fortemente marcada pela influência italiana, que tratava o cordeiro como carne de caça, com cocção lenta, servido invariavelmente braseado, estufado ou em guisados, cozinhando por horas até desmanchar no molho. A concepção de consumir uma carne "mal passada" era, para muitos à época, algo impensável e até considerado anti-higiênico; para ser seguro e apetitoso, o prato precisava estar bem passado.
Foi portanto um choque cultural quando Roger e Fortunée apresentaram a autenticidade dos bistrôs parisienses no La Casserole, com inovações como o Gigot d’Agneau que, seguindo a rigorosa técnica francesa, é assado inteiro, preservando o centro rosado e suculento. Para um público habituado ao cordeiro "cinza" do cozimento longo, receber uma fatia firme com o interior vermelho causou comoção. Os relatos da época narram desde clientes devolvendo o prato por acharem que estava cru e até mesmo um cliente que levantou e foi embora, dizendo que o casal estava louco em servir um cordeiro assim.
No entanto, a manutenção do verdadeiro padrão francês acabou por conquistar os corações e paladares da cidade e o Gigot d'Agneau não apenas superou a resistência inicial, como se tornou um dos pratos mais emblemático da casa, até hoje presente no cardápio fixo.

A Mercearia Godinho, fundada por José Maria Godinho (português) em 1888 na Praça da Sé, é um marco histórico em São Paulo, transferindo-se em 1924 para o edifício Sampaio Moreira na Rua Líbero Badaró, onde funciona até hoje, mantendo o ambiente, produtos (bacalhau, secos e molhados) e tradição, sendo reconhecida como patrimônio cultural imaterial da cidade em 2013 por preservar a memória da Belle Époque e do comércio antigo, com o atual proprietário, Miguel Romano, sendo o guardião dessa história centenária.
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As empadas da casa godinho dão o que falar, já saíram em revistas gastronômicas, matérias de jornais e programas culinários, não é atoa que ganhou o título de melhor empada da cidade. A massa das nossas empadas é uma verdadeira obra de arte, macia e amanteigada, que se derrete na boca a cada mordida. E o recheio? Ah, o recheio é simplesmente divino! Preparado com um delicioso molho bechamel, cada empada é um festival de sabores e texturas. A combinação do saboroso bacalhau com a nossa massa perfeita é uma experiência única e irresistível.

Situado no box 4 do mezanino do Mercado SP (o Mercadão), o bar Mortadela Brasil, com sua exuberante vista para os vitrais, se tornou referência na cidade, atraindo paulistanos e turistas estrangeiros e de todo o país. A casa, que é famosa por seus lanches que reúnem quantidade e qualidade. Criado pelos irmãos José Carlos Freitas e José Maurício de Freitas*, o Mortadela Brasil atende em média a 500 pessoas por dia, entre paulistanos apaixonados pelas delícias do bar e turistas do exterior e do Brasil – de pessoas que visitam São Paulo para as famosas compras na região da rua 25 de março a empresários que chegam à cidade para negócios. Turistas que fazem da casa um pit stop obrigatório de um roteiro inesquecível, que é a visita ao Mercadão de São Paulo.
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O lanche mais pedido é o sanduíche Brazuca, baguete com parmesão, com generosas fatias de mortadela tipo bologna italiana, bacon crocante, queijo cheddar e alface americana, que há 17 anos é o mais pedido pelos clientes. (44% dos pedidos de sanduíche). Lançado em 2006, foi premiado no festival gastronômico Brasil Sabor do mesmo ano.7

Com uma trajetória recheada de entretenimento, música de qualidade, cervejas mundiais renomadas, muitos são os pontos fortes deste lugar que possui uma atmosfera única e nos transporta a outras culturas, já que a troca intelectual do lugar é exercida entre seus frequentadores, vindos de muitos países. O pub é conhecido como ponto para treinar o inglês, idioma oficial da casa.
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Possui uma das cartas de cerveja com 50 rótulos de diversos países e é o primeiro Gastropub da cidade de São Paulo, onde oferece o melhor da gastronomia em sopas, saladas, sanduíches, wraps, tortas, hambúrgueres, curries, e vários pratos tradicionais irlandeses. O cardápio criativo, autêntico e repleto de boas comidas, agrada aos paladares mais exigentes.

Somos um restaurante brasileiro, nascido em São Paulo, com mais de 50 anos de história.
Desde o começo, nossa proposta nunca foi simplesmente reproduzir a culinária italiana — mas adaptá-la ao paladar brasileiro: mais generosa, mais farta, mais calorosa. Uma cozinha feita para reunir famílias, celebrar encontros e transformar qualquer refeição em um momento especial.
Criado por brasileiros, mas profundamente inspirado pela tradição italiana, o nosso restaurante cresceu mantendo a mesma essência: pratos bem servidos, receitas que atravessam gerações e um ambiente onde todos se sentem em casa.
Ao longo dessas décadas, vimos histórias serem contadas à mesa, filhos crescerem, netos voltarem, amizades se fortalecerem. Mais do que um restaurante, nos tornamos parte da memória afetiva de muitas famílias.
E seguimos aqui, todos os dias, fazendo exatamente o que sempre fizemos: cozinhar com generosidade, receber com carinho e manter viva uma tradição que é, acima de tudo, brasileira.
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Poucos pratos representam tão bem a história da imigração italiana no Brasil quanto o Filé à Parmegiana.
Após a Segunda Guerra Mundial, milhares de italianos chegaram ao Brasil trazendo na bagagem suas tradições, receitas e, principalmente, o amor pela comida feita com tempo, cuidado e afeto. Aqui, eles encontraram novos ingredientes, novos costumes — e começaram a adaptar suas receitas clássicas à realidade brasileira.
Na Itália, a parmigiana original era feita com berinjela, molho de tomate e queijo. No Brasil, essa ideia se encontrou com outra paixão local: a carne. Assim nasceu o parmegiana que conhecemos hoje — o filé empanado, coberto com molho de tomate e queijo derretido, unindo técnica europeia e generosidade brasileira.
Mais do que um prato, o parmegiana virou um símbolo da cozinha ítalo-brasileira: farto, reconfortante, feito para ser compartilhado em volta da mesa, em família.
Aqui no Generale, ele continua sendo preparado do jeito que sempre foi: com ingredientes de verdade, respeito à tradição e aquele cuidado que transforma uma receita simples em memória afetiva.

Conheça a padaria mais antiga do Brasil
Fundada em 1872, no coração de São Paulo, a Padaria Santa Tereza é um ícone da gastronomia e um importante centro de preservação da memória da cidade.
Localizada em um prédio histórico — com grandes esquadrias de madeira que oferecem vista para a majestosa Catedral da Sé — a padaria mantém a estética clássica das décadas de 1940 e 1950, com azulejos antigos, móveis de época e um relógio cuco de 200 anos. A última grande reforma, realizada no final dos anos 1990, restaurou o espaço, conciliando sua identidade histórica com conforto e hospitalidade para os clientes.
Ao longo de sua trajetória, a Padaria Santa Tereza foi palco de encontros significativos e discussões jurídicas e comerciais. Nela, muitos contratos foram celebrados, negócios foram fechados e figuras ilustres, como Adoniran Barbosa, Nelson Gonçalves e Jânio Quadros, desfrutaram momentos de lazer.
Mais do que um local de consumo, a Padaria Santa Tereza tornou-se um espaço vivo de memória e afeto para a cidade e seus habitantes, refletindo a cultura paulistana do “sentar-se à mesa” para conversas e decisões importantes, sempre acompanhadas de um bom café.
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Cultura Gastronômica e Arte
Reconhecida por pratos tradicionais como a coxa-creme e o virado à paulista, a Padaria Santa Tereza preserva receitas centenárias que remetem ao século XIX. Ao mesmo tempo, abraça a modernidade, oferecendo um cardápio variado que agrada a todos os gostos. A famosa canja de galinha, no entanto, segue entre os itens mais pedidos, evocando memórias afetivas.
Além da tradição gastronômica, a padaria tem se consolidado como um espaço potente de cultura e diversidade. Sob a liderança das irmãs Natália e Juliana Maturana, o estabelecimento vem ampliando sua programação cultural, promovendo shows de música ao vivo, saraus de poesia, passeios pelo centro histórico e lançamentos de livros. A iniciativa também abre espaço para debates sobre temas relevantes, como a valorização das mulheres, das pessoas pretas e dos nordestinos, reforçando o compromisso da padaria com a inclusão e a diversidade.
A gestão das irmãs é marcada por um olhar atento à experiência dos clientes. A padaria preza pelo atendimento humanizado, evitando o uso de tecnologias como QR Codes ou tablets. "Nossos funcionários conhecem os clientes pelo nome e sabem o que cada um gosta de pedir. Queremos que as pessoas se sintam em casa", explica Natália.
Com um olhar voltado para o futuro, mas sem esquecer suas raízes, a Padaria Santa Tereza atravessa gerações, preservando e fazendo história na cidade de São Paulo.

A Pizzaria Moraes, fundada em 1933, é uma das casas mais tradicionais de São Paulo e carrega quase um século de história viva da cidade. Localizada na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em um imóvel histórico com fachada preservada, a Moraes atravessou gerações mantendo o mesmo compromisso: servir pizza de forma artesanal, honesta e fiel à sua origem.
A história da casa começa ainda como a Confeitaria Nova Independência, evoluindo naturalmente para a pizzaria que se tornaria referência no centro paulistano. Ao longo das décadas, a Moraes se consolidou como ponto de encontro de artistas, intelectuais e moradores do bairro, sendo frequentada por nomes como Adoniran Barbosa, Elis Regina, Clara Nunes e Chacrinha, entre tantos outros personagens que ajudaram a construir a identidade cultural da cidade.
A casa mantém até hoje o preparo artesanal das pizzas, com massa de fermentação natural, ingredientes selecionados e forno a lenha, respeitando técnicas tradicionais que atravessaram décadas. Além do serviço noturno, a Moraes também oferece buffet de almoço e participa de eventos gastronômicos e festivais culturais da cidade.
Situada em uma das regiões mais simbólicas de São Paulo, próxima ao eixo cultural da Bela Vista — conhecida como a “Broadway Paulistana” —, a Pizzaria Moraes segue sendo um espaço onde tradição, memória e sabor convivem de forma autêntica.
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Há muitas décadas, quando os bondes ainda cruzavam as ruas e avenidas de São Paulo e o tempo parecia andar em outro compasso, a Pizzaria Moraes já era ponto de encontro de conversas longas e pedidos feitos sem pressa.
Foi em uma dessas noites que um cliente, sentado no salão, fez um pedido simples — e ao mesmo tempo inusitado. Escolheu a clássica Margherita. E, com naturalidade, pediu que fosse acrescentado um pouco de alho frito sobre a pizza.
Houve estranhamento. O garçom hesitou. A cozinha também.
A Margherita era, e sempre foi, um clássico. Alterá-la parecia quebrar uma regra silenciosa. Ainda assim, a Moraes sempre acreditou que tradição também é escuta. Abrimos uma exceção.
A pizza saiu do forno como de costume. Logo após o manjericão fresco, no breve caminho entre a cozinha e a mesa, o alho frito foi delicadamente acrescentado. O aroma se espalhou pelo salão — discreto, mas irresistível. Conversas foram interrompidas. Olhares se voltaram. Pescoços se inclinaram na direção da pizza.
O cliente sorria enquanto saboreava a primeira fatia. Era a Margherita do jeito que ele queria.
Não demorou para que a mesa ao lado chamasse o garçom e fizesse o mesmo pedido. Na semana seguinte, o cliente voltou — e pediu outra vez. Em pouco tempo, a combinação se espalhou, passando de mesa em mesa, até se tornar parte da casa.
Hoje, quase 100 anos depois, aquela exceção virou tradição. A Margherita com alho frito atravessou gerações e permanece como uma das pizzas mais queridas da Moraes.
Uma receita que nasceu do pedido de um cliente, cresceu pela curiosidade dos outros e se eternizou pelo sabor. Porque, às vezes, a história de um clássico começa justamente quando alguém ousa pedir diferente — e a casa decide ouvir.

A Cantina e Pizzaria Speranza, que completa 67 anos de história em 2025, tem uma trajetória de sucesso, com definitivas contribuições à gastronomia de São Paulo. Foram os Tarallo que trouxeram ao Brasil a pizza Margherita, a clássica de Nápoles, e aqui a consagraram.
Tudo começou com o talento e a disposição da família Tarallo, que, no final dos anos 1950, deixou a terra natal, Nápoles, atravessou o oceano e fincou âncora em solo brasileiro. Seo Francesco Tarallo com o filho Giovanni e, logo depois, Dona Speranza com o filho Antonio, trouxeram na bagagem o espírito empreendedor e várias receitas, aquelas elaboradas no dia a dia em família, com a tradição do Sul da Itália.
Família unida na metrópole, logo começou a preparar suas receitas. Inicialmente em pequenas instalações, para um pequeno público. No cardápio enxuto estava o jeito napolitano de se fazer pizza e, com a tradição napolitana, criar novidades na gastronomia paulistana, que se tornaram verdadeiros clássicos: Pizza Margherita, Pizza Napoletana, Calzone (pizza fechada), Tortano (o genuíno pão de linguiça napolitano) e a Pastiera di Grano em receita exclusiva da família, do jeito que se faz na região de Nápoles.
Tradição que fez História
Não demorou para que os Tarallo buscassem um espaço maior. Assim, a Speranza foi inaugurada no casarão da Rua Treze de Maio, 1004, onde está até hoje. Em 1979, nascia a segunda unidade, em Moema, na Avenida Sabiá. A Speranza foi crescendo, ganhando a admiração dos paulistanos e tornando-se referência absoluta da boa e autêntica gastronomia napolitana na cidade, ícone de pizza com identidade.
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A Pizza Margherita é um ícone de Nápoles e da Speranza. Criada em 1889, a Pizza Margherita é uma obra de Rafael Esposito, o mais conceituado pizzaiolo de Nápoles na época. Ele concebeu essa pizza em homenagem à Rainha Margherita de Savoia, que visitava a cidade já conhecida como a capital da pizza. Esposito usou ingredientes com as cores da bandeira da Itália: o branco da mozzarella di bufala, o vermelho do molho de tomates (que aparece entre as fatias do queijo) e o verde do manjericão fresco. A Rainha Margherita adorou e, por isso, o pizzaiolo deu seu nome à criação.
Manter os aromas e sabores da Margherita à mesa, sem misturar com outra metade de outros ingredientes, é uma tradição cultural que os Tarallo preservam em suas casas, há três gerações. Um respeito à história.

O Bar Riviera é um ícone de São Paulo, inaugurado em 1949 na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, tornando-se um histórico ponto de encontro de artistas, intelectuais e boêmios, um reduto de resistência cultural durante a ditadura militar e cenário para nomes como Chico Buarque e Elis Regina, renascendo após fechamentos como um clássico 24h, mesclando história, arquitetura modernista e uma vibrante vida noturna com coquetéis e gastronomia contemporânea.

A Rota do Acarajé nasceu em 2002, em uma pequena garagem na Santa Cecília, com a proposta de entregar acarajé típico baiano em São Paulo. O projeto começou simples: uma baiana na porta, um tacho, um botijão de gás e muita vontade de trabalhar.
Com o passar do tempo, o público passou a buscar o acarajé no local e a casa deixou o delivery para expandir o cardápio, incorporando baião de dois, carne de sol, cervejas artesanais e caipirinhas com cachaça de alambique. A técnica do acarajé foi sendo aprimorada, inclusive com o uso de um moinho elétrico desenvolvido especialmente para a casa.
O crescimento seguiu natural: em 2005, ampliaram para o imóvel ao lado; em 2010, para um casarão em frente. A carta de cachaças se tornou um diferencial, chegando a mais de 1.300 rótulos, e o menu passou a ter mais de 130 itens entre pratos, petiscos, sobremesas e drinks autorais.
Em 2020, a casa atingiu sua maior estrutura, com 22 funcionários e eventos que reforçaram sua notoriedade. Em 2022, comemorou 20 anos com o lançamento da própria cachaça, produzida na Weber Haus.
Hoje, a Rota do Acarajé segue valorizando a tradição baiana, trabalhando com ingredientes de qualidade — como dendê, camarão seco e feijão de primeira — e mantendo viva sua identidade afetiva e cultural. Além da gastronomia, a casa também criou o bloco de carnaval BUDA – Bloco Unidos do Acarajé, que há anos movimenta o bairro com música e alegria.

O Ryo Gastronomia surgiu em 2015, da vontade que 3 amigos de infância tinham de proporcionar experiências japonesas autênticas na cidade de São Paulo. Por isso, Ryo significa ‘coisas boas’ e irmandade em japonês. Esse é o espírito com o qual nascemos e que buscamos preservar no nosso dia a dia.
Reverenciar as origens da cultura japonesa e fazê-la ecoar sem barreiras é o que nos move. No Ryo, servimos história e tradição para alimentar corpo, mente e alma de cada uma das pessoas que passa por aqui.
O chef Edson Yamashita está à frente tanto do nosso balcão de sushis quanto da cozinha quente, servindo a autêntica culinária tradicional japonesa kaiseki. Atualmente, atendemos 18 clientes por serviço, sendo 8 no balcão, onde são servidos diretamente pelo chef, e 10 nas mesas, onde desfrutam de uma sequência de pequenos pratos meticulosamente elaborados. Cada etapa do menu é finalizada com folhas e flores naturais, além de ingredientes sazonais que evocam a natureza, representando animais e plantas em louças exclusivas, feitas sob medida para cada criação.

Sob o comando dos sócios Leo Young, Luizinho Hirata e Tito Capobianco, o restaurante TATÁ Sushi é sucesso de público desde 2016 no Itaim e, agora, também em Pinheiros – com uma unidade recém-inaugurada na Av. Brigadeiro Faria Lima.
Com projeto arquitetônico de Norea De Vito, os ambientes são intimistas e aconchegantes, com iluminação baixa e lanternas japonesas penduradas no teto. Nos dois espaços, os clientes podem optar em sentar no salão ou sushibar, assistindo de perto a equipe em ação. Ambos também contam com área externa com paisagismo típico japonês e bambus.
No menu, sashimis, carpaccios, tatakis, sushis dos peixes mais diversos, iguarias, pratos quentes e muitas receitas autorais.
A carta de drinks é assinada pelo premiado mixologista Marcelo Serrano, e apresenta receitas clássicas e exclusivas, como o Shissô Mule preparado com vodka com shissô, xarope de açúcar, limão, bitter e espuma de gengibre e o Tokyo Sour feito com vodka, xarope de pistache, yuzu e sálvia. Há também mais de 20 rótulos de sakes, servidos em garrafas e taças, além de uma bem-selecionada carta de vinhos.
Também vale destacar o TATÁ Poke – a mais nova marca de delivery do grupo. Entre as sugestões, Poke de Atum, Salmão, Ebi Spicy, Salmão Kewpie e a opção para montar a própria combinação.

A família Tatini tem uma longa história na gastronomia paulistana. Desde a chegada no Brasil em 1954 começamos a trabalhar com a gastronomia aliás já na Itália, três gerações consecutivas da família trabalhavam em restauração, mas em Santos na década de cinquenta quando Fabrizio Tatini e seus filhos Mário, Athos, Dino e Iolanda abriram a primeira casa na Avenida Ana Costa com muita perseverança e profissionalismo foi um grande sucesso, por que não tinham margem para o fracasso com o sonho de uma vida melhor. Encantando os clientes com as cores, aromas e sabores de suas receitas. Formaram assim casas icônicas. Jovens clientes até hoje relatam que seus avós e pais desciam a serra e até mesmo compraram apartamentos na baixada para terem refeições memoráveis no restaurante da família Tatini. Isso mostra como sempre foi o tratamento com os clientes frequentadores das casas da família, sempre foi além da alimentação e um cuidado de pessoas com pessoas!
Conceitualmente, a culinária dos restaurantes da família Tatini reúne vários fatores que contribuem para que os restaurantes passassem por décadas e gerações. O que nos sempre fizemos e continuamos fazendo é respeitando as receitas clássicas e usando como norte em nossas cozinhas, mas sempre dando nosso próprio toque e adaptando as receitas a nossa identidade. respeitando a história mas acreditando que podemos modificar e adaptar primeiramente ao nosso paladar, para depois apresentar aos nossos clientes.
Somos uma das casas fundadoras da Abredi/ SP o embrião da Abrasel.

O Vicolo Nostro irá completar 28 anos em 2026, e foi inspirado pelas vielas da Toscana. Desde a inauguração continua no mesmo local, onde funcionava uma antiga fábrica de pães no bairro do Brooklin.
Desde 1998, o restaurante que começou com uma sala apenas - acabou ganhando bastante espaço na cena gastronômica paulistana - passou a receber muitos clientes e a expansão da casa foi acontecendo naturalmente! Hoje, o Vicolo possui 4 salas!
Há 17 anos é comandado pelo chef Cristiano Panizza - onde imprime seu toque na tradicional culinária italiana do Norte, ampliando o menu para incluir opções vegetarianas, veganas e pratos de frutos do mar - ele herdou a cozinha da sua mãe, Silvana Borella Piran, fundadora e primeira chef do Vicolo.
Há 1 ano, Silvana abriu a Nossa Galeria Brasileira (galeria de arte popular brasileira) – novo espaço anexo ao Vicolo. Buscando em trazer cada vez mais vivências enriquecedoras e uma experiência completa aos clientes.
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Filetto Ripieno con Brie - Filet mignon recheado com queijo brie, ao molho de ervas, servido com risoto de cogumelos
Há 27 anos segue sendo o carro-chefe da casa, o prato autoral está no cardápio desde a inauguração do Vicolo Nostro.
