sp.abra
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
Seccionais e Regionais
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Fale Conosco
  • Newsletter
  • Regga
  • Parceiros
  • Sabores Abrasel

  • Home
  • Conexão Abrasel
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Fale Conosco
  • Newsletter
  • Regga
  • Parceiros
  • Sabores Abrasel
  • Fale Conosco
  • Revista B&R
Seccionais e Regionais

Norte

  • Seccional Acre
  • Seccional Amapá
  • Seccional Amazonas
  • Seccional Pará
  • Seccional Rondônia
  • Seccional Roraima
  • Seccional Tocantins

Nordeste

  • Regional Agreste da Paraíba
  • Seccional Alagoas
  • Seccional Bahia
  • Seccional Ceará
  • Regional Costa do Descobrimento na Bahia
  • Seccional Maranhão
  • Regional Oeste Potiguar
  • Seccional Pernambuco
  • Seccional na Paraíba
  • Seccional Piauí
  • Regional Litoral Sul Potiguar do Rio Grande do Norte (Pipa)
  • Seccional Rio Grande do Norte
  • Seccional Sergipe

Centro-Oeste

  • Regional Serra da Bodoquena/MS
  • Regional Costa Leste
  • Seccional Distrito Federal
  • Seccional Goiás
  • Seccional Mato Grosso do Sul
  • Seccional Mato Grosso

Sudeste

  • Abrasel Regional Leste Fluminense RJ
  • Regional Alta Mogiana (Ribeirão Preto SP e Região)
  • Regional Campo das Vertentes
  • Regional Jequitinhonha MG
  • Regional no Norte de Minas Gerais
  • Regional da Região Metropolitana de Campinas
  • Regional Serras de Minas
  • Regional do Sul Fluminense RJ
  • Regional Sul de Minas
  • Regional Triângulo Mineiro
  • Regional União do Oeste
  • Regional Vale do Aço
  • Vale do Rio Doce
  • Regional Zona da Mata
  • Seccional Espírito Santo
  • Seccional Minas Gerais
  • Seccional Rio de Janeiro
  • Seccional São Paulo

Sul

  • Regional Campos Gerais
  • Regional Centro Sul do Paraná
  • Regional Hortênsias
  • Regional Norte do Paraná
  • Regional Noroeste do Paraná
  • Regional Oeste do Paraná
  • Seccional Paraná
  • Seccional Rio Grande do Sul
  • Seccional Santa Catarina

Take away ou para viagem?

  • PUBLICADO EM: 28/04/2021
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

O curioso fenômeno de demência coletiva que apaga expressões populares

Saiu nesta Folha, na coluna Painel S.A.: “Restaurantes querem aportuguesar o take away na pandemia”. Era o dia 1º de abril, mas não se tratava de uma pegadinha com o leitor.

O texto era sério e explicava que o modelo em que “o cliente vai até o estabelecimento, a pé, buscar a refeição” se tornou “conhecido no Brasil depois da quarentena”.

Éramos informados de que, embora o intrigante conceito comercial tenha semelhanças com o de drive thru –“que recebe o consumidor de carro e já é tradicional por aqui há décadas”–, a troca de rodas por sapatos traz novos desafios.

Gerson Higuchi, dono do restaurante e bar Apple Wood, em São Paulo - Gabriel Cabral - 19.set.20/Folhapress

“Além de take away, os restaurantes chamam o modelo de pick up, to go, grab and go e outras variações de expressões em inglês com o mesmo significado de pegar e levar”, prosseguia a nota.

“Se a gente não unificar isso, cada lugar do Brasil terá um entendimento diferente”, angustiava-se o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

Adorei o humor involuntário da coisa, fundado no pacto de invisibilidade —do qual se espera que o leitor participe— da expressão “para viagem”.

Anterior não só à pandemia atual, mas também à da gripe espanhola, a locução “para viagem” goza de consagração popular e lexicográfica.

Informando tratar-se de um brasileirismo informal, o Houaiss a define assim: “acondicionado em embalagem, para ser levado e consumido em outro local (diz-se de comida, alimento)”.

Quer dizer que os brasileiros já sabiam ser possível comprar uma refeição no restaurante e levá-la para casa antes que os americanos nos ensinassem a fazer isso com seu mind-blowing conceito de take away ou grab and go?

Aparentemente, sim: já se levavam quentinhas cheias de bolinhos de bacalhau para casa na República Velha, quem sabe até no Império. Por incrível que pareça.

Como explicar então a hilariante —a princípio, e logo também perturbadora— invisibilidade de “para viagem” no impasse tradutório da associação de restaurantes?

Imaginei um conto de fadas em que o povo de certo burgo começasse a esquecer o nome das coisas, numa espécie de demência coletiva, sendo forçado a adotar palavras importadas para os atos mais rotineiros.

“Ah, se tivéssemos um nome para essa bebida preta que tomamos depois de acordar!”

“Você quer dizer, na morning?”

“Sim, a bebida da morning. Essa preta aromática.”

“Mas nós temos um nome: coffee.”

“Ah, é, obrigado. Me passa a butter?”

O leitor não deve imaginar que o colunista compartilhe qualquer traço de xenofobia com o ex-deputado Aldo Rebelo, que 20 anos atrás tentou enquadrar os estrangeirismos numa lei ridícula.

A mania anglófila que mesmeriza parte da sociedade brasileira —um fenômeno de classe média e alta concentrado nos setores corporativo e marqueteiro— é jeca, mas não é motivo de alarme.

Os restaurantes nem precisariam traduzir take away, como nunca traduziram drive thru. Línguas assimilam isso bem. O que causa espanto é que, buscando uma tradução, não enxerguem a que está debaixo do seu nariz.

A quem quiser entender por que palavras importadas não nos fazem mal, recomendo o livro “Estrangeirismos – Guerras em Torno da Língua” (Parábola), organizado por Carlos Alberto Faraco e lançado no calor da polêmica aldo-rebeliana.

O caso do take away me fez voltar a ele, mas não encontrei nada sobre o fenômeno de demência coletiva que apaga expressões populares como “para viagem”. Quem sabe entramos numa nova fase.

Fonte: Folha de SP

Notícias Relacionadas

63% dos bares e restaurantes de São Paulo projetam aumento de faturamento na Semana Santa

Abrasel em SP leva à Anuga Select Brazil programação com 30 palestras gratuitas para impulsionar a rentabilidade de bares e restaurantes

Abrasel disponibiliza guia de inclusão para crianças com autismo em restaurantes

Mesmo com o maior aumento do salário médio em dois anos, contratações perdem ritmo

Comentários

Últimas Notícias

63% dos bares e restaurantes de São Paulo projetam aumento de faturamento na Semana Santa

Abrasel em SP leva à Anuga Select Brazil programação com 30 palestras gratuitas para impulsionar a rentabilidade de bares e restaurantes

Abrasel disponibiliza guia de inclusão para crianças com autismo em restaurantes

Mesmo com o maior aumento do salário médio em dois anos, contratações perdem ritmo

Abrasel avalia como acertada a abertura de inquérito do Cade sobre 99Food

Abrasel avalia como acertada a abertura de inquérito do Cade sobre 99Food

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é uma organização de cunho associativo empresarial que tem como missão representar e desenvolver o setor de alimentação do fora do lar, construindo um Brasil mais simples e seguro de se empreender e melhor para se viver.

MENU

  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se
  • Fale Conosco
  • Newsletter
  • Regga
  • Parceiros
  • Sabores Abrasel
  • Política de Privacidade

Endereço

Rua Martiniano de Carvalho, 181 - Bela Vista
São Paulo/SP
CEP: 01321-001


Contato

Telefone 1:(11) 3783-8612
Telefone 2: (11) 3663-6391 
WhatsApp: (11) 94218 - 6857
Email: abraselsp@abrasel.com.br
Site: www.sp.abrasel.com.br

Assessoria de Imprensa
Abrasel em São Paulo
Roberta Coelho: (11) 99870-5805

Email: imprensa@abraselsp.com.br

Associe-se
Copyright © - Abrasel - Todos os direitos reservados