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Levantamento mostra que há cera de 1,4 milhão de pessoas em atividade no setor de transporte de passageiros e de mercadorias no Brasil

Foto: Pexels

O número de brasileiros que trabalham para aplicativos de entrega de mercadorias cresceu 979,8% nos últimos 5 anos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São cerca de 1,4 milhão de brasileiros que trabalham nesse formato e também em aplicativos de transporte de passageiros.

Em 2016, 30 mil pessoas trabalhavam para aplicativos de entrega de mercadoria. No segundo trimestre de 2021, esse número chegou a 278 mil, de acordo com o estudo.

No setor de transporte de passageiros o crescimento entre os profissionais que trabalham nesse formato foi de 37% no mesmo período, passando de 840 mil em 2016 para 1 milhão em 2018 e chegando ao ápice no terceiro trimestre de 2019, com 1,3 milhão de pessoas.

Por conta da pandemia do coronavírus, houve redução ao longo de 2020, mas o número logo se estabilizou nos dois primeiros trimestres de 2021 em 1,1 milhão de pessoas ocupadas em transporte de passageiros no regime de conta própria.

Esses trabalhadores atuam para empresas que contratam mão de obra para realizar serviços esporádicos e sem vínculo empregatício, principalmente por meio de aplicativos. Até 31% das 4,4 milhões de pessoas que atuam no setor de transporte, armazenagem e Correio no país atuam neste formato de trabalho.

Cenário instável

De acordo com o Ipea, a pandemia de Covid-19 aumentou a vulnerabilidade das pessoas que já trabalhavam por meio de aplicativos e também a das que passaram a atuar neste formato durante a crise.

“Há aumento da vulnerabilidade social, caracterizada pela ausência de seguro-desemprego, auxílio-doença e contribuição previdenciária pelo empregador. No longo prazo, os efeitos podem ser ambíguos devido ao comportamento estratégico das empresas dentro e fora do setor. É possível observar dois mecanismos em ação: a demanda por esses trabalhadores pode diminuir à medida que a situação econômica geral piora em decorrência da pandemia e as empresas podem recorrer a formas de trabalho mais baratas e flexíveis”, explica o Ipea em nota.

Fonte: G1

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