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A autorização dada pela Prefeitura de São Paulo para que bares e restaurantes coloquem mesas e cadeiras nas ruas, nas vagas para o estacionamento dos carros, pode demorar um pouco para virar realidade sem a ajuda financeira da publicidade. A avaliação é do presidente do Conselho Administrativo da seção paulista da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Joaquim Saraiva.

Iniciado como projeto-piloto no ano passado, o Ruas SP será agora ampliado para todas as regiões da capital.

A ideia é oferecer mais uma opção para os estabelecimentos nessa retomada da economia em meio à pandemia, dando a possibilidade de atender os clientes ao ar livre.

Saraiva afirmou que o Ruas SP terá boa adesão, pois “era bastante aguardado pelo setor”, mas que a sua viabilização poderá ser afetada pelo lado financeiro.

De acordo com o decreto, publicado neste fim de semana, os interessados devem fazer o cadastro no site da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. Só após a aprovação do projeto é que as mesas e cadeiras poderão ser instaladas.

Os proprietários só podem usar as vagas de estacionamento (não podendo ocupar faixas de ônibus ou de bicicletas) e devem colocar barreiras sinalizadas ao redor, para garantir a proteção contra os carros. O espaçamento entre as mesas deve ser de 2 metros e não é permitido o atendimento de clientes em pé.

Os estabelecimentos não irão pagar pelo uso da via pública (nos primeiros 180 dias), mas devem arcar com todo o custo de instalação. Bancar esse investimento, segundo Saraiva, é um entrave. “Os restaurantes estão sem capital de giro por conta da pandemia e qualquer gasto extra pesa muito.”

Uma opção é liberar a exploração de publicidade, que pode garantir patrocínios, com as empresas arcando com parte dos cursos, mas essa autorização não consta no decreto e ainda é estudada. Em nota, a prefeitura afirmou que a CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana) avalia uma forma de flexibilizar a Lei Cidade Limpa e permitir a colocação de propagandas nestes espaços.

Exemplo

O primeiro teste do Ruas SP começou em agosto, na região da República, no centro. O projeto, que custou cerca de R$ 350 mil, foi bancado pela iniciativa privada e criou um padrão visual na cor rosa seguido por 30 estabelecimentos. Entre estes locais estão espaços famosos, como A Casa do Porco e o Z Deli, e outros menores, como a Lanchonete e Restaurante Da Cidade.

“Está sendo ótimo. Nos momentos de maior flexibilização, ajudou bastante a ampliar o atendimento porque as pessoas evitam o salão e preferem as mesas ao ar livre”, afirmou o gerente da casa, Marcos Diego de Barros Silva, que está tocando o local depois que o tio morreu, vítima da covid-19.

Desde o início da pandemia, 12 mil restaurantes, bares e lanchonetes fecharam as portas definitivamente na capital, segundo a Abrasel.

Fonte: Metro Word News

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