01/03/13 - Cervejas premium turbinam alta de 22% no lucro da Ambev

 

Com aumento nas vendas de Stella Artois e Budweiser, empresa ganha R$ 10,5 bilhões

A alta nas vendas de cervejas premium, como Stella Artois e Budweiser, no Brasil, ajudou a turbinar o lucro da Ambev, que atingiu R$ 10,5 bilhões em 2012. O ganho foi 21,6% maior que em 2011.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 32,2 bilhões, alta de 12,4%.

O resultado consolidado refere-se às operações do Brasil e de outros 15 países.

O portfólio de marcas premium no país, que inclui também Original e Bohemia, ajudou a companhia a manter as vendas em alta mesmo após o aumento de preços adotado no terceiro trimestre.

Pressionada pela alta de insumos como açúcar, alumínio, além de inflação e câmbio, a empresa reajustou os preços em 9,5%, em média.

Além de garantir margens melhores, as marcas premium atingem um consumidor que é menos sensível a variações de preço.

 

Enquanto o volume de vendas das cervejas da Ambev no Brasil cresceu 2,5% em 2012, a receita por hectolitro cresceu 9,6%. Mas a empresa perdeu participação de mercado, fechando o ano com 68,5%, ante 69% em 2011.

Hoje o segmento premium representa 6% do volume de cerveja vendido pela Ambev. Em 2010, era 4%. A meta é chegar a 8% até 2014.

Para atingi-la, pretende destinar parte dos R$ 3 bilhões que planeja investir neste ano para dobrar a capacidade de produção da Budweiser. A marca, que nos EUA é popular, foi lançada no Brasil em agosto de 2011 e já é a cerveja premium internacional mais vendida do país.

Os investimentos deste ano, que se somam aos R$ 3 bilhões investidos em 2012, também vão ajudar a empresa a se preparar para a Copa de 2014, com melhorias na cadeia de fornecedores.

"A Copa está aí na esquina e queremos que esta seja a melhor Copa de todos os tempos", disse o presidente da Ambev, João Castro Neves.

Para ele, o ano começou de forma "desafiadora", com muita chuva e um Carnaval que foi mais cedo. "Isso vai ter impacto no primeiro trimestre, mas não muda nosso otimismo em relação ao ano."

 

Fonte: Folha de S.Paulo