24/01/13 - Puxado por alimentação e bebidas, IPCA-15 acelera para 0,88% em janeiro

 

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve variação positiva de 0,88% em janeiro e ficou acima das taxas registradas em dezembro (0,69%) e janeiro (0,65%) do ano passado.

A aceleração da inflação foi puxada principalmente pela alta nos preços dos grupos alimentação e bebidas e despesas pessoais, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (23).

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 6,02%, superior à taxa dos 12 meses anteriores (5,78%).

O índice de janeiro foi maior que a estimativa de analistas ouvidos pela Reuters (0,83%). O valor é a mediana das previsões de 31 especialistas e as projeções variaram entre 0,71% e 0,87%, segundo a agência de notícias.

ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS

Os grupos despesas pessoais e alimentação e bebidas foram os principais responsáveis pela aceleração do IPCA-15 de dezembro para janeiro --o primeiro acelerou de 1,10% para 1,80% e o segundo, de 0,97% para 1,45%.

Juntos, os dois responderam por 61% do índice do mês, com 0,54 ponto percentual de impacto --0,35 ponto percentual relativo à alimentação e bebidas e 0,19 ponto percentual relativo às despesas pessoais.

O maior ritmo de crescimento nos preços dos alimentos se deveu à alta de itens importantes no orçamento das famílias, como hortaliças (de 2,67% para 6,48%), feijão-carioca (de -0,10% para 6,25%), tomate (de 0,72% para 6,02%), cebola (de -5,97% para 5,61%), frango (de 4,16% para 5,61%), frutas (de 1,27% para 2,22%), carnes (0,47% para 1,12%) e refeição fora de casa (de 0,58% para 0,95%).

 

Em despesas pessoais, os itens cigarro (de 2,66% em dezembro para 7,05% em janeiro) e excursão (de 12,15% para 16,18%) se destacaram.

REGIÕES

A maior inflação regional foi registrada em Belém (1,24%), em virtude principalmente do aumento dos preços dos alimentos (2,36%). O menor o índice foi registrado em Brasília (0,57%). Belém tem peso de 4,6% no indicador e Brasília, 3,5%.

Quem mais pesa para o resultado da inflação é São Paulo, responsável por 31,7% do IPCA-15, seguido de Rio de Janeiro (12,4%) e Belo Horizonte (11,2%). A inflação medida pelo IBGE nessas regiões metropolitanas ficou em 0,87%, 1,18% e 0,71%, respectivamente.

METODOLOGIA

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE diz que os preços foram coletados entre 12 de dezembro e 15 de janeiro de 2012 e comparados com aqueles vigentes entre 14 de novembro e 11 de dezembro.

O indicador refere-se às famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, índice oficial de inflação do governo. A diferença está apenas no período de coleta dos preços.

Fonte: Folha.com