05/11/12 - Empresário quer faturar R$ 12 mi vendendo alimentação saudável

 

Guilherme Falchi criou a Expresso Nutri ao perceber que lanchonetes e máquinas de snaks dentro das empresas não atendiam demanda por alimentação saudável entre almoço e jantar

Um empresário de São Paulo decidiu criar uma alternativa a expansão das máquinas de guloseimas dentro das grandes empresas. Ele investiu R$ 380 mil para lançar um negócio de alimentação saudável para funcionários que quiserem fazer ‘uma boquinha’ entre o almoço e o jantar. Com o nome de Expresso Nutri, a ideia é faturar R$ 12 milhões em dez anos, com uma margem de lucro líquida na casa dos 20%. A empresa foi lançada no final de agosto. Consiste, basicamente, de carrinhos que vão de estação em estação de trabalho oferecendo bebidas, lanches e doces em empresas de médio e grande porte.

“A nossa diferença para as máquinas de snacks é que os nosso produtos são orgânicos, lights, naturais. Todos os nosso fornecedores se enquadram nessa proposta mais saudável”, destaca Guilherme Falchi, dono da empresa.

Para compor o portfólio de produtos, Falchi conta com 40 fornecedores. Doze deles são praticamente artesanais, como fabricantes de bolos e outros salgados. “Os outros já são capazes de atender em escala. Falo de empresas como Mãe Terra e da marca de refrigerante orgânico Wewi”, afirma.

Pesquisa

Dono de consultoria especializada em qualidade de vida no trabalho, a Hera Brasil, Guilherme conta que a ideia para montar a Expresso Nutri surgiu após uma pesquisa de realizada pela empresária entre os anos de 2010 e 2012.

Ao entrevistar 910 funcionários de 12 grandes empresas do país, ele conta que a alimentação fez parte das queixas de 50% dos entrevistados.

"Eles reclamavam principalmente da falta de opções e do excesso de trabalho. As pessoas hoje trabalham mais e o tempo entre o café da manhã, o almoço e o jantar ficou maior”, conta o empreendedor. “Esse é um problema também das empresas. Comer mal prejudica a saúde e afeta o rendimento das pessoas, durante o expediente”, explica ele.

 

Em 45 dias de operação, Falchi já fechou contrato de fornecimento com duas empresas, entre elas a Oi.

“As empresas não tem custo, só precisam liberar nossa entrada. É como um serviço que estão agregando”, diz ele, que pretende chegar a 450 empresas em 10 anos. “Neste primeiro ano, quero faturar R$ 180 mil para chegar a R$ 12 milhões em uma década.”

Fonte: Estadão PME