26/10/12 - Franquias de delivery crescem 43,8%

 

A comodidade e a conveniência do delivery de alimentação caiu no gosto do brasileiro. E as redes de franquias já faturam com o serviço. De acordo com pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria em franchising, elas arrecadaram R$ 175,5 milhões em 2011. O valor é 43,8% maior ao registrado no ano anterior (R$ 122 milhões).

O número de unidades franqueadas que operam com o serviço de delivery também aumentou. Em 2010, eram 349 e, no ano seguinte, elas já somavam 409. Até o fim de 2012, a pesquisa prevê 676 unidades em atividade, que deverão faturar R$ 197 milhões.

Dentro deste setor, a Jet Chicken, especializada em frangos fritos e porções, tem investimento inicial a partir de R$ 78 mil. Uma loja da rede Os Muzzarellas, pizzas quadradas, custa a partir de R$ 170 mil. Franquias de culinária oriental, como Lig Lig e China in Box, têm custo inicial de R$ 270 mil e R$ 515 mil, respectivamente.

Para o proprietário e consultor da Rizzo Franchise, Marcus Rizzo, as pessoas que se alimentam fora do lar também criaram o hábito de pedir comida pelo delivery. Elas preparam cada vez menos a própria refeição em casa e a tendência é que o grupo de empresas que oferecem o serviço continue em crescimento.

“Independente da localidade, há muitos atrativos para se ficar em casa, como assistir à televisão e chamar os amigos. A tendência é as pessoas buscarem mais conveniência e comodidade”, diz.

 

Redes 100% delivery têm investimento até 40% mais barato

O investimento inicial nas redes que atuam 100% com delivery – sem espaço para mesas – é mais barato. A área física necessária é menor e, segundo o consultor, a economia com equipamentos e mobiliário pode variar de 30% a 40%.

No entanto, tradicionalmente, os deliveries funcionam à noite e aos finais de semana. De acordo com Rizzo, alguns franqueadores já fazem reuniões e treinamentos com candidatos a franqueados nestes horários para deixar clara a mudança na rotina. “É preciso dedicação. Se o empresário não quer abrir mão do sábado e do domingo, é melhor repensar o formato de negócio”, declara.

 

Transporte deve preservar qualidade da refeição

Atuar com o serviço de delivery exige cuidados maiores do empreendedor do que em um restaurante. Para o CEO da iFood, plataforma de delivery online, Felipe Fioravante, a refeição deve manter a qualidade desde o preparo na cozinha até a entrega no endereço do cliente.

O empresário é proibido de prometer prazos ao cliente, pois pode colocar em risco a integridade do entregador, mas tem a opção de dar uma estimativa do tempo, levando em conta a distância a ser percorrida. Também são proibidas as mochilas para carregar alimentos. É necessário instalar baús ou grelhas na traseira das motos.

 

Na hora da contratação, as empresas podem optar por entregadores com veículo próprio ou terceirizar o serviço de delivery. Nos dois casos, é importante checar se o motoboy tem habilitação e se a moto está licenciada e em condições de circulação.

 

Linha ocupada pode significar perda do cliente

Atender o cliente com rapidez é fundamental. Segundo Fioravante, se o empresário notar que as ligações são atendidas uma após a outra e os clientes reclamam de linha ocupada, é hora de ampliar o atendimento. É comum deliveries disponibilizarem mais de um telefone para receber os pedidos.

Porém, de acordo com o CEO da iFood, ter apenas um funcionário para anotar os pedidos não é o ideal. Pode haver sobrecarga de serviço. “Não basta só mais uma linha telefônica, é preciso mais um atendente também para dar conta da demanda”, diz.

 

Fonte: UOL