08/10/12 - Franquias do setor de alimentação se unem para fortalecer marca

 

CPQ Brasil abre loja das duas marcas de alimentação e espera ganhar espaço no disputado mercado de alimentação fora do lar

A marca O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo une-se definitivamente com a Casa do Pão de Queijo neste sábado, quando as duas empresas passam a vender seus produtos em uma mesma loja, instalada no Shopping Bourbon, zona oeste da capital paulista.

O objetivo é fazer com que o consumidor tenha bem próximo dele refeições complementares. Já para os franqueados interessados no negócio, trata-se da oportunidade para diminuir os gastos e aumentar a rentabilidade.

De acordo com a gerente de marketing da CPQ Brasil, Carla Marchetto, os empreendedores tem acesso a uma gestão unificada, compartilhamento da área de estocagem, diluição dos custos de mão de obra e compra de todos os produtos em um único telefonema. “Numa área de 50 m² que poderia abrir só uma loja, podemos dividir em duas de 25 e ele teria duas fontes de receita”, completa sobre as vantagens.

 

O investimento inicial para abrir o negócio, que funciona conforme o modelo de co-branding, é a partir de R$ 200 mil, sem incluir o ponto comercial. A rentabilidade prevista chega a R$ 120 mil por mês. O controle da marca de bolos foi adquirido pelo grupo CPQ Brasil, detentor da Casa do Pão de Queijo, em agosto de 2010.

Com três lojas franqueadas da Casa do Pão de Queijo em São Paulo, o empresário Marcelo Navarro decidiu migrar para o modelo co-branding. A unidade escolhida para a transformação foi a do shopping Bourbon . “Estava precisando reformar o quiosque e somar valor ao negócio. A expectativa é acrescentar faturamento”, afirma. Se o modelo for um sucesso, o empresário pretende levar a mesma parceria para seus outros dois estabelecimentos.

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo pode ser degustado nas versões meio amargo, tradicional e zero açúcar. No Brasil, são 18 lojas da sobremesa, mas a marca também está presente em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Austrália.

 

Do Casamento ao flerte

O movimento de co-brading ganhou espaço a partir dos anos 90, segundo análise feita pelo professor de gestão de marcas e marketing da ESPM, Marcos Bedendo. Naquela época, o mundo dos negócios observava as aquisições e fusões das empresas de consumo.

Hoje o sistema tornou-se algo comum e ocorre até mesmo para uma ação específica. “É uma associação momentânea em que as duas saem ganhando”. Segundo Bedendo, um dos exemplos é a união da Nike com a Apple. Por meio de um sensor instalado no tênis, é possível o cliente receber em seu iPod ou iPhone informações a respeito do tempo, distância, ritmo e quantidade de calorias queimadas durante a corrida.

A parceria, nesse caso, beneficiou as duas companhias: a Apple passou a ter ligação com o esporte e a Nike com a tecnologia.

Porém, existem os riscos. De acordo com Marcos Bedendo, os consumidores observam as marcas da mesma forma como prestam atenção nas pessoas. “Quando a gente percebe que um casal faz sentido, é a mesma coisa”, explica. Se as parcerias não tiverem uma associação equivalente, as pessoas acabam estranhando e isso gera um efeito negativo.

 

Fonte: Estadão PME