Executivos do banco digital Nubank comentaram propostas da CAE em defesa da queda do spread bancário



Para David Vélez, CEO do Nubank, o Banco Central Brasileiro realmente está empenhado em aumentar a competitividade entre as empresas financeiras no país. "Continuamos a ver um regulador que quer mais Nubanks, e isso é bom para todo mundo", disse ele.

O executivo vê com bons olhos a movimentação dos órgãos públicos para uma agenda de baixar o spread bancário. Vale lembrar que spread é a diferença entre a remuneração paga pelo banco para captar um recurso e o quanto esse mesmo banco cobra para emprestar esse dinheiro – e o Brasil tem uma das taxas mais altas do mundo.

Ao comentar documento da CAE sobre o tema, Vélez e Cristina Junqueira, vice-presidente de comunicação do Nubank, destacaram principalmente a intenção de criar o cadastro positivo automático. Segundo eles, isso melhoraria o alcance de fintechs em diversos níveis – e ajudaria uma população excluída financeiramente.

Se todos os cidadãos pudessem ser identificados como bons pagadores – intuito do cadastro positivo -, o Nubank já teria mais que os 5 milhões de clientes atuais. “A falta de cadastro positivo prejudica justamente quem precisa”, disse a executiva. “Quem já tem dinheiro guardado ou aplicado, o banco está vendo, mas a pessoa que não tem conta em banco simplesmente não tem como comprovar [renda]”. 

O Open Banking é outra ideia celebrada pelos criadores da maior fintech da América Latina. “O grande banco já tem hoje o monopólio da informação, a gente é que não tem”, disse Junqueira, comentando a possibilidade de o cidadão definir as empresas que podem ter acesso aos seus dados.

Fonte: Info Money