Expectativa em Belo Horizonte é que o faturamento em dezembro seja até 30% superior ao dos outros meses

O período de Natal e Ano Novo costuma ser o mais rentável do ano para o comércio. Para o setor de bares, restaurantes e casas de festas, o cenário não é diferente. A expectativa dos donos desses estabelecimentos é que o faturamento em dezembro seja até 30% superior ao dos outros meses. O que está por trás desse otimismo são as confraternizações de empresas e grupos de amigos, que são realizadas desde o início do mês.

“É uma época do ano em que a gente tem uma carga extra de despesas em função do 13º dos funcionários. Então, essas confraternizações ajudam o caixa”, afirma Ricardo Rodrigues, presidente da Abrasel em Minas Gerais.

Rodrigues revela que a previsão é um acréscimo de 15%, em média, tanto no faturamento dos estabelecimentos quanto na contratação de mão de obra extra para o período. Para atrair a clientela com sede de comemoração, o principal expediente usado pelos restaurantes é a oferta de um pacote que contempla o consumo de comidas e bebidas, inclusive as alcoólicas, à vontade, por um determinado período de tempo.

Cardápio personalizado, ambiente com atendimento diferenciado, com música ao vivo, além da flexibilização da duração de cada encontro de acordo com o interesse do cliente, são outros atrativos. Doalcei Benvenutti, o Galo, gerente do restaurante Vila Monjardim, no Vila da Serra, em Nova Lima, conta que a casa oferece um pacote que inclui comidas e bebidas liberadas por quatro horas, a um custo de R$ 180 por pessoa. “Acredito que o movimento será maior do que no ano passado. Esperamos faturar em dezembro 30% a mais do que no restante dos meses. Somos uma costelaria, mas oferecemos um cardápio especial, com todos os tipos de vinho, 30 opções de cerveja, além de peixes e outros pratos diferenciados”, diz.

Também no Vila da Serra, o Gonzaga Butiquim inaugurou há pouco tempo um espaço voltado para confraternizações. O estabelecimento aposta em um pacote fechado para atrair a freguesia. Com valor médio de R$ 160 a R$ 180 por pessoa, a casa oferece um combo que engloba entradas, tira-gostos, pratos principais, cervejas, caipirinhas e caipivodkas. A duração média do evento é de 4h30. E é necessário o mínimo de 15 pessoas para reservar o espaço. “O faturamento pode aumentar de 30% a 35% com essas festas. A gente aposta em um cardápio mais variado, com as entradas e os pratos principais voltados mais para o público mineiro”, diz Narciso Neto, proprietário do Gonzaga.

Casas de festa

Outro segmento que costuma ter a procura intensificada no período de fim de ano são as casas de festa. Localizado no bairro Castelo, na região da Pampulha, o Espaço Manhattan Recepções comporta até 350 pessoas. Com preço que varia de R$ 80 a R$ 130 por pessoa, de acordo com o pedido do cliente, o local possui um pacote completo para as empresas. “Temos todos os itens para a festa, desde buffet, drinks, mobiliário e decoração até o cerimonial. Oferecemos o evento completo, todo montado. Assim, em dezembro, esperamos aumentar o faturamento em 30% em relação aos outros meses”, diz Mayke Castro, gerente geral do estabelecimento. O sucesso é tanto que até o fim do ano o Manhattan tem apenas duas datas disponíveis para reserva.

Também na região da Pampulha, no bairro Bandeirantes, o by Brasileiro Beauty Place vai oferecer, além do espaço para a realização de eventos, um centro de beleza completo. O custo para alugar o salão, com capacidade para 400 pessoas, gira em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil, para uma festa com duração de cinco horas em média, com o mobiliário incluído.

“Nosso espaço é novo, ainda não fizemos nem a inauguração oficial, que será apenas em janeiro, mas tivemos que acelerar as obrar para atender as confraternizações de fim de ano. Além do espaço para festas e eventos, teremos a partir de janeiro um salão de beleza, estética e dia da noiva“, diz Michelle Brasileiro, sócia-proprietária da casa.

Balada

Para quem deseja inovar nas reuniões de fim de ano, a boate do Pampulha Iate Clube (PIC), no Funcionários, região Centro-Sul, surge como opção. A um custo de R$ 12 mil, em média, a empresa ou grupo de amigos que desejar reservar o espaço tem direito à sonorização, iluminação, DJ e mobiliário, para um evento de duração de seis horas. “Nosso principal diferencial é ser uma boate, um ambiente mais informal, não um salão de festas comum. As empresas nos procuram para fazer uma festa diferente”, diz Tales Gambogi, gerente de Marketing e Eventos do clube. Gambogi ainda revela que espera que o faturamento aumente 50% em dezembro. Todos os fins de semana estão reservados até o fim do mês.

Fonte
Hoje em Dia