Pasta da Economia terá 7 secretarias: decisão é sinalização ao mercado

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu mudar a estrutura interna de sua pasta. Em vez de 6 agora serão 7 as Secretarias Especiais. O novo cargo será chamado Secretaria Especial de Previdência e Emprego (ou Trabalho; o nome ainda está sendo definido). O titular escolhido por Paulo Guedes é o deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN). Será mais 1 tucano no alto escalão econômico do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

O tucano Marinho, que não conseguiu se reeleger deputado, foi o relator da reforma trabalhista, que flexibilizou em 2017 várias normas da CLT (Consolidação da Leis do Trabalho). Foi execrado por centrais sindicais, mas muito elogiado por empresários. A decisão de Guedes foi para sinalizar com clareza ao mercado que a administração de Bolsonaro dará a devida atenção à reforma da Previdência.

Agora, com Marinho à frente do processo, Paulo Guedes reforça ainda mais o teor liberal do governo a respeito de fazer uma reforma da Previdência para valer. O tucano Marinho demonstrou ao mercado forte convicção a respeito da flexibilização da economia quando comandou a reforma trabalhista.

Como fica a economia

Com a escolha de Rogério Marinho, a pasta da Economia terá 7 secretarias especiais. O Poder360 apurou também quem serão os 7 titulares:

Fazenda
Titular: Waldery Rodrigues Júnior
Adjunto: Esteves Colnago

Gestão e Planejamento
Titular: Paulo Uebel
Adjunto: Gleisson Cardoso Rubin

Competitividade e Produtividade (ex-Indústria e Comércio)
Titular: Carlos da Costa
Adjunto: (indefinido)

Comércio Exterior e Assuntos Internacionais
Titular: Marcos Troyjo
Adjunto: (indefinido)

Desestatização e Desimobilização
Titular: Salim Mattar
Adjunto: (indefinido)

Previdência e Emprego
Titular: Rogério Marinho
Adjunto: (indefinido)

Receita Federal
Titular: Marcos Cintra
Adjunto: (indefinido)

Papel dos adjuntos

Paulo Guedes está nomeando pessoas novas para suas sete secretarias especiais, mas diz a interlocutores estar tendo o cuidado de trazer os que chama de “diretores adjuntos”. São profissionais já com experiência anterior na máquina pública para ajudar os novatos titulares. Esse é o caso, por exemplo, de Waldery Rodrigues Júnior, que será secretário Especial da Fazenda. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Waldery fez doutorado em economia pela Universidade de Brasília (UnB), mas nunca comandou algum órgão do alto escalão federal.

Para que a Secretaria Especial da Fazenda não comece em 2019 sem pessoas com memória do passado recente da administração pública, Paulo Guedes convidou o atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago, para ser adjunto de Waldery. Essa estratégia se repetirá na formação de todas as 7 secretarias especiais de Paulo Guedes, cujos comandos definitivos devem ser anunciados até semana que vem. Guedes se recupera de uma forte infecção viral na garganta que o deixou acamado nos últimos dias, no Rio, onde vive.

Fonte:
Poder 360