Clientes fazem até fila para comer salada. É a vez do fresh food

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Helder Paiva, do Pomar Fresh Food, investe no interesse em comer bem (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


Até o século passado, pensar em comida fácil era sinônimo de congelados ou fast food. Mas o mundo mudou. A palavra de ordem é qualidade de vida. Nesse contexto, mais e mais pessoas estão revendo hábitos alimentares. Tanto que surgiu uma nova demanda: a busca por produtos frescos, de qualidade e saudáveis. Sai de cena o junk food e entra o fresh food, de preferência de origem orgânica e sazonal, colhido no dia. O mercado sentiu a mudança. E, claro, já se adaptou. Não por acaso, restaurantes que oferecem cardápio nessa linha crescem e aparecem em BH.

Em vários bairros, estabelecimentos deste segmento fazem sucesso, provando que essa comida não tem nada de “sem graça”. Prova disso são as filas no horário de pico, revelam Luiz Gustavo Moreira e Guilherme Astone, sócios no Horta 31, food express de saladas pioneiro na cidade.

A primeira unidade foi inaugurada em maio de 2017. A marca já tem 12 lojas – seis próprias e seis franquias. “A ideia é simples: a pessoa escolhe através do balcão de vidro entre mais de 30 ingredientes frescos, sem limitação de quantidade. A refeição é cobrada no peso. Pode-se comer no local ou levar para casa. É rápido e prático, com filas nos horários de almoço e movimento o dia inteiro. Servimos saladas até as 22h em dias úteis, funcionamos também aos sábados”, explica Luiz Gustavo.

A preocupação com a alimentação de qualidade é o grande filão atual, acredita o sócio do Horta 31. Tanto que a demanda tem aumentado. “Moramos muito tempo no litoral (Rio de Janeiro e Espírito Santo). Lá, percebemos o desejo das pessoas por oferta alimentar fresca, saudável e plural. Costumamos dizer que não vendemos salada, mas saúde, bem-estar e qualidade de vida. Nossa missão é possibilitar às pessoas incluir a alimentação saudável em sua rotina, e, assim, impactar positivamente na vida da comunidade”, afirma.

Além de ingredientes frescos, com variedade de folhas, verduras e legumes cozidos e crus (60% da oferta), a marca trabalha com carnes magras, queijos, frutas, grãos, temperos e molhos. Também há carne cozida desfiada, tilápia, kani e peito de frango preparados no azeite. “Temos molhos rosê, mostarda e mel, parmesão, pesto e gorgonzola, além de azeite, orégano, pimenta calabresa, castanha, linhaça dourada, gergelim preto, croutons, damasco, chia e alho frito”, lista Luiz. A oferta de lanches prioriza ingredientes frescos e menos processados, com baixo ou nenhum acréscimo de açúcar”, avisa. Mas há doces da linha funcional.

Expansão

O esquema fast fresh é a marca registrada do negócio administrado por Helder Paiva e Eduardo Aladim, sócios do Pomar Fresh Food, restaurante que abriu as portas em dezembro do ano passado. “A casa agradou tanto que em pouco tempo decidimos abrir outras lojas em diferentes regiões de BH. A quarta será inaugurada no mês que vem”, conta Helder. “As pessoas estão cada vez mais preocupadas com a alimentação, buscando opções saudáveis, ambientes aconchegantes e atendimento espontâneo. Preparamos tudo diariamente e com muito carinho.”

O cardápio inclui produtos ricos em nutrientes, como legumes, verduras, grãos e frutas, além de molhos e preparos artesanais.  “Tomamos a decisão de investir no mercado de alimentação saudável por percebermos que os hábitos estão mudando de forma acelerada e com raízes muito firmes. Não se trata de modinha. Há alguns anos, era improvável adolescentes formarem fila para comer salada, mas hoje isso é realidade”, observa. “A geração que cresceu com o junk food já percebeu os efeitos da alimentação ruim: obesidade, sedentarismo, indisposição e doenças. As redes sociais também tiveram impacto ao promoverem os benefícios do bem-estar.”

Fonte: Portal Uai