Missão brasileira visita a capital dinamarquesa para promover o Brasil e buscar inspiração em boas práticas do país escandinavo

Mobilidade e qualidade de vida: essas sãos as características destacadas pela comitiva brasileira em Copenhague, formada por representantes da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Ministério do Turismo, Secretaria de Turismo do Ceará, Prefeitura de Florianópolis e de empresários catarinenses. O foco da missão, que percorreu mais de 50 km em ciclovias e ruas da cidade em dois dias, foi de visitas técnicas aos equipamentos turísticos da capital do país.

A bicicleta e o pedestre estão mais que integrados à vida na cidade, pois as vias, os edifícios e os espaços públicos são pensados para promover o contato humano e valorizar a interação. “Os espaços públicos e privados são explorados e na mesma proporção cuidados, criando empregos, renda e vida para a cidade. Aqui, em Copenhague, é fácil notar que o turismo é tratado com atenção e levado a sério, como uma atividade econômica, que gera valor para os visitantes e, principalmente, aos moradores locais”, declarou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. 

Para Rafael Felismino, assessor de Gestão Estratégica da Embratur, a missão na Dinamarca é valiosa, pois “os casos de sucesso e os bons exemplos internacionais enriquecem a tomada de decisão de empreendedores, bem como os gestores que podem adequar as políticas públicas a fim de buscar melhores saídas para a infraestrutura do turismo nacional”.

Os brasileiros conheceram parques, praias e canais artificiais, criados para que a população tivesse novas áreas de lazer, bem como para ocupar áreas degradas e, que até então, tinham baixo valor imobiliário. Além de recuperar as áreas, estas obras de urbanismo transformaram Copenhague em uma cidade que é referência em mobilidade, baseada em um transporte alternativo (a bicicleta) e no compartilhamento de espaços. Por exemplo, nos últimos anos, diversas obras deixaram as ruas mais estreitas para os carros, priorizando as calçadas, diminuindo vagas de estacionamento para construir espaços de convivência, para que as pessoas sentem, conversem, descansem e ocupem a cidade.

Uma cidade voltada para as pessoas garantiu a Copenhague um alto índice de qualidade de vida, comprovado por um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) elevado, atraindo também os turistas internacionais, que desfrutam desta experiência. Somente no ano passado, foram mais de 23 milhões de turistas de todo o mundo visitando a Dinamarca, gerando mais de R$57 bilhões. 

O secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, frisou que há semelhanças e a possibilidade de buscar inspirações para adaptar as cidades brasileiras. “Aqui, em algumas épocas do ano, eles têm o frio extremo. Se pensarmos no Brasil, em algumas horas do dia, o calor pode ser também muito forte. Mas há formas para transformar a cidade em um local mais voltado para as pessoas, as ciclovias como uma solução de transporte e a integração com os transportes públicos”, completou o gestor cearense. 

A comitiva brasileira em Copenhague tem agendas com Jan Gehl, um dos principais urbanistas do mundo atualmente, e também com o embaixador do Brasil na Dinamarca, Carlos Antonio da Rocha Paranhos; com o recém-indicado embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz; a chefe de planejamento urbano de Copenhague, Tina Saaby; e com o presidente do órgão responsável por promover turisticamente a capital dinamarquesa, Wonderfull Copenhagen, Mikkel Aaro-Hansen.

Fonte: Embratur