O setor de serviços, com o comércio e a alimentação fora do lar, começa a ter um crescimento com o aumento do poder de compra das famílias

O saldo de empregos das micro e pequenas empresas (MPEs) mineiras nos quatro primeiros meses deste ano já supera em 86% o número de vagas geradas durante o mesmo período do ano passado. Levantamento do Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aponta que o saldo acumulado entre janeiro e abril foi de 35.971 vagas contra 19.341 empregos gerados no ano anterior.

O estudo, que considera o saldo de emprego como a diferença entre o número de demissões e contratações no período, apontou ainda que, somente em abril, foram mais de 13,6 mil postos de trabalho gerados pelas MPEs, que registraram 97.148 admissões e 83.404 desligamentos, gerando assim o segundo maior saldo de empregos no País, atrás apenas de São Paulo, que obteve saldo de 28,6 mil empregos.Para o gerente da unidade de inteligência do Sebrae Minas, Felipe Brandão, esse aumento pode ser atribuído, principalmente, à retomada do crescimento econômico no País.

Brandão ressaltou que os números são reflexos dos primeiros meses deste ano, quando a crise e a recessão começaram a se dissolver e trouxeram resultados positivos para os setores de serviços e agricultura, responsáveis por mais da metade do saldo de empregos obtido pelas MPEs mineiras, com 8,8 mil vagas geradas no mês de abril.“Observamos dois movimentos distintos.

O setor de serviços, com o comércio e a alimentação fora do lar, começa a ter um crescimento com o aumento do poder de compra das famílias e, na agricultura, o aumento da mão de obra está relacionado ao aproveitamento de saldo de desocupados que existia no território para trabalhar na produção de café nos primeiros meses do ano”, explicou Brandão. Sobre as expectativas para o resto do ano, o gerente da unidade de inteligência do Sebrae Minas destacou que esse resultado reflete uma melhoria do cenário econômico, que começou a acontecer nos primeiros meses deste ano e, portanto, é preciso verificar se as mesmas condições vão sustentar a manutenção desse saldo de empregos.“O que precisamos observar é como as perspectivas do empresariado e dos empreendedores, de modo geral, vão continuar em relação aos próximos movimentos que vão acontecer no ano, sobretudo pela redução da atividade em alguns setores, devido à Copa do Mundo, e pelas incertezas de investimentos por causa das eleições”, afirmou.

Fonte:
Diário do Comércio