A frente do Recanto do Quixito, em Manaus, o empresário José Valdeci conta sua trajetória de garçom a proprietário

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Foi em homenagem ao Rio Quixito, que nasce no município de Atalaia do Norte, a mais de mil quilômetros de Manaus, no Amazonas, que o ex-garçom, e agora empresário, José Valdeci, batizou o seu empreendimento. O Recanto do Quixito, que funciona como restaurante, balneário e pousada, honra o nome indígena e traz no cardápio, na decoração e no ambiente, itens da cultura amazônica que fazem do lugar um verdadeiro refúgio onde, segundo o próprio dono, “toda a família pode desfrutar os sabores da Amazônia com comodidade e lazer”.

Nascido na pequena cidade, que segundo o IBGE conta hoje com 18 mil habitantes e é conhecida por abranger parte da terra indígena Vale do Javari – maior reserva de índios isolados do planeta, em 1979, José embarcou sozinho para Manaus, aos 17 anos. O primeiro trabalho foi como descascador de batatas em um restaurante. O início como garçom veio depois, trabalhando no tradicional Hotel Tropical, às margens do Rio Negro. “Gostava da profissão, mas fui obrigado a sair para continuar os estudos, já que naquela época era impossível conciliar as duas atividades”, diz.

Com o segundo grau concluído e uma larga experiência frente ao comércio, o reencontro com o setor de alimentação fora do lar só veio décadas depois, em 2008. Quixito, como é conhecido pelos clientes do seu estabelecimento, se aventurou por mais de dez anos empreendendo em um lava-jato na capital. Apenas quando o proprietário do terreno alugado pediu de volta o ponto, veio a ideia de abrir um restaurante. “Já tinha uma boa estabilidade financeira e havia comprado um terreno em Puraquequara para servir de sítio para a família. Construí lá um pequeno restaurante de acordo com as condições que tinha na época”. O estabelecimento foi crescendo e se tornou um espaço de mais de seis hectares, aproximadamente 65 mil metros quadrados. Lá funciona a pousada, balneário e restaurante, que no verão chega a comportar mais de 600 pessoas e conta com 48 funcionários.

O restaurante, carro-chefe do Recanto do Quixito, traz em seu cardápio destaque para os peixes nobres da Amazônia: tambaqui, pirarucu e matrinxã. Segundo Quixito, o que mais faz sucesso é a costela de tambaqui com lombo sem espinha, acompanhada com baião, farofa e vinagrete. Há também a banda de tambaqui assada à moda Quixito, que vem em três tamanhos e é acompanhada com arroz, tacacá, farofa com castanha, patacon (prato de origem colombiana, à base de banana), banana frita e vinagrete.

Outros pratos, como o pirarucu (servido em filés ou em porções) ou o matrinxã, podem ser apresentados sob três formas: recheados com vinagrete; recheados com farofa de banana; ou recheados com farofa de castanha, farinha de rosca e queijo ralado – em todos os casos, sem espinha e acompanhados com baião, farofa e vinagrete. “Mas o sujeito que não gosta de peixe também tem espaço aqui, tomando uma cerveja gelada e comendo carne de sol na chapa acompanhado de baião, macaxeira frita e maionese”.

Fonte:
Revista Bares & Restaurantes, edição 120. A reportagem está disponível na íntegra na versão impressa. 

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