09/07/12 - Plano antiarrastão em SP tem pouca adesão

 

Metade dos cem bares e restaurantes alvo da ação da PM no Itaim aceitou receber o projeto; polícia muda a abordagem a parceiros

Dez dias após ter sido implantado, o programa Vigilância Solidária teve a adesão de apenas 50 dos cem bares e restaurantes procurados pela PM (Polícia Militar) no bairro do Itaim. Preocupada, a PM decidiu mudar a forma de abordar os empresários. Agora, policias vão visitar os estabelecimentos para convencer os proprietários a aderir ao programa.

 

O Vigilância Solidária começou no dia 26 de junho no Itaim porque a Sociedade de Amigos do bairro se ofereceu para testar o programa. Até este mês, a cidade registrou 27 ataques contra bares e restaurantes. Para evitar crimes, a PM mapeou levantou cem estabelecimentos na área delimitada pelas ruas Adolfo Tabacow, Doutor Mario Ferraz, Amauri e Jacurici.

Os comerciantes foram chamados para duas reuniões, nas quais foram convocados a participar do projeto, mas só metade aderiu. A ideia é que, ao se cadastrar, o bar ou restaurante receba a visita de uma equipe da PM, que vai apontar pontos vulneráveis e sugerir medidas para deixar as casas mais seguras.

As vistorias começam semana que vem. Ontem, o jornal Metro visitou 20 restaurantes na área delimitada pela PM. O dono do Sushi Massao disse não ter interesse. “Pensamos só em instalar câmeras de segurança”, disse. Em outros sete estabelecimentos, a adesão ao programa está confirmada, como no P.J. Clarkes.

“As pessoas ainda estão apreensivas, mas o programa é uma boa ideia. Será bom para o bairro”, afirma o diretor da casa Charles Piriou. Já os proprietários de outros dois restaurantes desconheciam a medida. “É importante também cuidar da segurança da rua. Não adianta ter oito câmeras e não ter ninguém no quarteirão”, disse o dono do Doce e Arte, Cristian Echenique.

Para o capitão coordenador do programa, Telmo Ferreira Araújo, falta conhecimento sobre o projeto. “As pessoas precisam desenvolver a importância de colaborar com a polícia”. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Joaquim Saraiva, diz que falta divulgar a medida. “A adesão vai dobrar quando todos souberem do programa”.

 

Fonte: Band.com