O já renomado empresário do segmento da culinária japonesa, foi garçom e sushiman, tendo trabalhando inclusive em Punta del Este

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De funcionário da Pizza Hut nos anos 90 que, por ser ágil no atendimento recebeu o apelido do maior piloto do automobilismo brasileiro, a empresário de sucesso na gastronomia japonesa em Porto Alegre. Assim pode ser resumida a trajetória de Rodrigo Oliveira, conhecido como Seninha, hoje no comando de três diferentes marcas com sete lojas no total: Seninha, Sashiburi e Let’s Roll. 

“Toda minha experiência profissional foi em bares em restaurantes, começando como garçom, sushiman e finalmente como empresário. Mas nunca deixei essas funções anteriores de lado; é o que faz a diferença. Muitos proprietários não entendem bem os seus negócios e acabam vendendo um produto B. Por ter passado em diversas áreas, aprendi a vender o produto A por um preço justo, ter uma equipe focada na construção de valores, o que no final faz a diferença no atendimento aos clientes”, diz.

O homem do sushi

Depois dos anos servindo pizza, Seninha teve uma experiência determinante para o seu futuro profissional. Foi trabalhando como garçom de sushi no tradicional restaurante DadoBeer que ele teve o primeiro contato com a gastronomia japonesa. “Fui ficando amigos dos sushimen e chegava diariamente uma ou duas horas mais cedo por conta própria para aprender com o pessoal na cozinha”, conta.

Com base no que aprendeu com os colegas e com as técnicas que desenvolveu por conta própria (muito da sua formação foi autodidata), seguiu naturalmente o caminho para ser tornar um mestre sushiman e conseguiu uma vaga na filial carioca do Dado-Beer – tudo isso em uma época onde a gastronomia japonesa não estava tão em voga como atualmente. “Meu aprendizado foi de 1995 até 2002, com três mestres na arte do sushi. Em 2001 segui para Punta Del Este, no Uruguai, para me aperfeiçoar na área – foram meses sem descanso algum”, relembra. O retorno ao Brasil acabou por transformá-lo em empresário do setor de alimentação fora do lar.

Sem pé no freio

O diferencial de Rodrigo Seninha como empreendedor parece ser sua refinada técnica e talento para formar mão de obra qualificada. Mas como um mestre de sushi acabou se tornando um empresário de sucesso? “Me cerquei de boas pessoas que confiam no meu trabalho e eu, no delas. É um sentimento de reciprocidade e ajuda mútua. Aí o universo conspira a favor”, conta com satisfação. Já de volta à Porto Alegre e com um certo renome no mercado, foi enquanto liderava a cozinha japonesa de um restaurante internacional que o convite para uma sociedade surgiu de um costumaz cliente.

A partir daí o primeiro restaurante, SashiBuri, saiu da teoria e começou a ganhar contornos práticos. “Só sabia fazer sushi e já tinha mentalizado que precisava de pessoas que fossem agregar conhecimentos de marketing, finanças e administração. Sempre zelei muito por essa questão de caráter, olhei a índole dos meus parceiros e percebi que compartilhávamos os mesmos valores. Mesmo com pouco dinheiro inauguramos em 2004 o restaurante na zona sul de Porto Alegre. No primeiro dia esperávamos 20 pessoas e vieram 40. Assim fomos seguindo, até abrirmos mais uma filial em 2008”, orgulha-se. 

A volta ao “chão da fábrica”

Para se desenvolver como empresário, Seninha conta que costumava viajar para São Paulo a fim de aprender mais sobre o setor de alimentação fora do lar. “Almoçava em dois restaurantes e jantava em três. Do cardápio ao gerenciamento, eu olhava absolutamente tudo”, relembra. Foi observando o crescimento da gastronomia japonesa em Porto Alegre que, em 2010, o empresário resolveu abrir um restaurante que não era apenas a sua cara, como também foi batizado com o seu apelido: Sushi Senninha. 

Como o ponto até hoje é no Mercado Público da cidade, a proposta era um negócio compacto: cardápio à la carte e serviço de balcão. “No Seninha voltei às origens e fui para o balcão, o chão da fábrica, como brincamos. Hoje preparo sushis todos os dias. Seja no restaurante ou na sala. Ministro cursos de formação de sushimen. Gosto de fazer comida com o astral bom! É algo que me realiza. Encontrei no sushi algo que me faz muito feliz. Gosto de servir as pessoas e sou apaixonado por trabalho em equipe”. 

Fonte:
Revista Bares & Restaurantes, edição 119. A entrevista está disponível na íntegra na versão impressa. 

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