Serviço e produtos de qualidade, aliados à valorização da equipe, fazem o sucesso do restaurante que é referência em Belém do Pará

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Pará e Sicilia, duas regiões onde a gastronomia se destaca e inspira chefs e comensais. A primeira, no Norte do Brasil; a segunda, no Sul da Itália; ambas construídas por meio da influência de diferentes etnias que souberam aproveitar os ingredientes locais para consolidar suas raízes gastronômicas ao longo da história. O restaurante Famiglia Sicilia, em Belém do Pará, é a mescla bem-sucedida destas duas cozinhas. Batizado com o sobrenome do patriarca dos proprietários da casa, Giuseppe Sicilia, que é também o nome da ilha italiana da qual ele imigrou, o restaurante é uma referência também no modus operandi, que conta com boas práticas de valorização dos funcionários e clientes.

A relação da família com o setor começou há muitos anos. Os irmãos, Fábio e Ângela Sicilia, hoje administradores do estabelecimento, cresceram “no meio das altpanelas e dos clientes”. O pai, Giuseppe, era gerente de vendas de maquinário pesado para indústria em geral e estava sempre mudando de cidade. Como a estadia em cada local durava um certo tempo, em 1970, quando estavam em Ribeirão Preto, teve a ideia de abrir o primeiro restaurante sob comando da esposa, Jussara Resende. Após repetirem a experiência em outras três cidades, em 1979 a família chegou a Belém. 

O primeiro estabelecimento aberto na cidade foi o La Bella Sicilia, em 1983. Três anos depois, após o falecimento de Giuseppe, o filho Fábio assumiu os negócios da família. Em 1989, para homenagear o patriarca, eles fundaram o Dom Giuseppe, que em 2011, foi rebatizado de Famiglia Sicilia. 

Com grande bagagem de cursos, especializações e outras experiências nacionais e internacionais no setor de alimentação fora do lar, Ângela e Fábio, chefs de cozinha e chocolatiers, fizeram do restaurante um sucesso. Até 2009, a cozinha era comandada por Fábio, que “passou a bola” para a irmã e assumiu a administração geral do Famiglia Sicilia, além de se dedicar à produção de chocolates e também cuidar da adega da casa, já que possui formação como sommelier.

No cardápio, com mais de 80 opções, os pratos italianos não deixam nada a desejar aos do país de origem de Giuseppe. Na opinião de Ângela, o filé à parmegiana, ainda da época da matriarca da família, o pomodorini e o dolce Paula são os destaques da casa. Para acompanhar, o Famiglia Sicilia conta com uma adega em um espaço anexo: a Don Vino – com mais de 600 rótulos de 14 países.

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Ao mesmo tempo em que o restaurante traz um pedacinho da Itália, a culinária paraense se faz presente, com ingredientes pelos quais os irmãos se apaixonaram - como o cupuaçu e o cacau. A admiração pelos sabores amazônicos é compartilhada e reconhecida por muitos: em 2009 Belém foi eleita cidade criativa da Unesco na gastronomia, o que a colocou em destaque no circuito gastronômico nacional e internacional. “A cozinha do Pará hoje está em evidência. Uso muito as técnicas italianas com ingredientes paraenses”, conta a chef, que foi uma das representantes de Belém nos encontros das Cidades Criativas da Unesco, em Parma (Itália) e Dénia (Espanha).

Time valorizado

O estabelecimento que, no começo contava com 17 funcionários, hoje já emprega 32 pessoas, com espaço para receber 140 clientes no salão principal e cerca de 20 no bistrô da loja de vinhos da família, anexa ao restaurante.

Para os irmãos, valorizar a equipe é essencial e por isso eles investem em constantes treinamentos. Além de capacitações realizadas no próprio estabelecimento, uma estratégia do Famiglia Sicilia é a parceria com algumas empresas que oferecem vagas de cursos para os funcionários do restaurante. “Não mudamos ‘de’ pessoas. Mudamos ‘as’ pessoas. Esse investimento também é questão de respeito porque eles ajudam a construir o restaurante”, explica Fábio. “Os nossos funcionários são família. São muito antigos e até hoje você vê o brilho nos olhos deles de trabalharem aqui, então achamos que estamos no caminho certo. É importante que tenham prazer em trabalhar conosco”, completa Ângela.



Fonte: Revista Bares & Restaurantes, edição 119. A entrevista está disponível na íntegra na versão impressa. 

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