A média era de aproximadamente mil engradados distribuídos por semana; notícia alerta para a importância de verificação da procedência de distribuidores para empresários de bares e restaurantes


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Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil a investigar uma quadrilha especializada em adulteração de cerveja na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O grupo pegava garrafas de marcas da bebida que têm preços mais baixos no mercado e trocava os rótulos e as tampas por materiais falsificados com emblemas de outras marcas famosas e mais tradicionais. Em média, o ganho por cada engradado, segundo as investigações, eram de R$ 80. A média eram de aproximadamente mil engradados distribuídos por semana. A estimativa é que o grupo faturava cerca de R$ 100 mil no mesmo período.

A notícia alerta para os empresários do setor de alimentação fora do lar para a importância de verificação da procedência de distribuidores de bebidas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, os criminosos agiam da seguinte forma: eles adquiriam engradados de cerveja de uma marca de menor valor de mercado, que custavam em média R$ 36. Em seguida, trocavam a tampa e os rótulos por outros falsificados por marcas mais caras, cujo engradado custa em média R$ 100 a R$ 120. “A função era distribuída em três etapas. Primeiro chegavam com o carregamento, que seria dois por semana, aproximadamente mil engradados por semana eram adulterados e distribuídos na região de Contagem. Quando chegava o carregamento, levavam as garrafas e retiravam os rótulos, depois retiravam a tampa e colocavam outra, de marcas diferentes”, explicou. As investigações apontaram que o líquido não era adulterado, somente as tampas e os rótulos. 

Na fazenda, foi apreendido todo maquinário utilizado na falsificação e na adulteração das garrafas. Além disso, foram encontrados tecidos, roupas, semijoias e outras máquinas que a polícia investiga se é produto de receptação.


Fonte: Estado de Minas