A Abrasel na Bahia espera que sejam contratados 4 mil trabalhadores para o setor durante a festa

O Carnaval só começa no próximo mês, mas nos bastidores da festa já há muito trabalho a se fazer. Há milhares de vagas temporárias sendo geradas para o período em camarotes, blocos, hotéis, restaurantes e centrais de vendas. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo estima que 250 mil empregos serão gerados durante o Carnaval deste ano, e a renda extra através do emprego temporário deve passar dos R$ 150 milhões.

Entre as profissões procuradas, estão guias turísticos, maquiadores, costureiros, massagistas, mâitres, barmans, garçons, recepcionistas, pintores, montadores de estruturas, técnicos de som, seguranças, cordeiros, músicos, iluminadores, motoristas, auxiliares de cozinha, faxineiros, entre outros.

Uma parte dessas oportunidades está na área de comidas e bebidas. A Abrasel na Bahia espera que sejam contratados 4 mil trabalhadores para o setor durante a festa. Cerca de 90% destas vagas estão concentradas em camarotes, carros de apoio de blocos e outras atrações da folia, enquanto os 10% restantes estarão localizados em bares, boates e restaurantes localizados próximos aos circuitos carnavalescos.

Segundo o diretor-executivo da Abrasel na Bahia, Luiz Henrique Amaral, a maior parte das vagas está nas atrações da própria festa, como camarotes e blocos, que concentram a maior parte consumo. Para quem está procurando emprego na área, agilidade no serviço é indispensável tanto para quem vai ficar no atendimento quanto na cozinha.

“O funcionário vai ter que lidar com grandes demandas e horários de trabalho puxados, entrando à tarde e saindo de madrugada”, conta. Além da disponibilidade de horários, morar próximo ao possível local de trabalho é um fator levado em consideração, já que a mobilidade nas áreas de festa fica comprometida.

Já em bares e restaurantes próximos à folia, vão haver menos vagas, mas os estabelecimentos devem crescer entre 10% e 15% em movimento. “Esses estabelecimentos crescem respeitando os limites da festa. Normalmente, a demanda maior de serviço é no horário de almoço, antes da festa”, explica.

Otimismo em alta

No setor de hotelaria também há oportunidades. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador e do Litoral Norte (SHRBS) não têm dados sobre as vagas abertas para o Carnaval, mas o vice presidente do sindicato, Sílvio Pessoa Júnior, está otimista: “Tivemos o melhor janeiro dos últimos cinco anos no setor hoteleiro, e em fevereiro devemos pelo menos repetir os números dos anos anteriores”.

Fonte: A Tarde