Proprietários de negócios Brasil afora já reconhecem a importância da tecnologia para a gestão de restaurantes


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Em boa parte dos setores da economia, a informatização já é realidade. De acordo com a Associação Brasileira para Automação Comercial (Afrac), as empresas do segmento de automação comercial geraram mais de 350 mil empregos e faturaram mais de R$ 2 bilhões só em 2015.

A gastronomia não foge à tendência: proprietários de negócios Brasil afora já reconhecem a importância da tecnologia para a gestão de restaurantes. “Os clientes que usam nosso sistema para restaurante veem o software como um investimento, já que ele permite cortar custos e agilizar processos”, conta Rafael Hasson, Chief Technology Officer da empresa ConnectPlug , especializada na elaboração de soluções de gestão para micro e pequenas empresas.

Para 2018, a tendência entre as empresas do setor é uma diversificação das soluções de automação, oferecendo mais ferramentas para que os empreendedores do ramo gastronômico invistam. “Acreditamos muito na automação de atendimento e pagamentos, essa é nossa grande aposta para 2018”, relata Hasson. De fato, algumas soluções específicas são tendências fortes para o ano que entra, devendo se proliferar e se estar em cada vez mais estabelecimentos.

Atendimento automatizado


Uma das maiores preocupações da gestão de restaurantes é o atendimento. Especialistas afirmam que ele pode ser tanto um gargalo quanto o fator que fará os clientes voltarem sempre e recomendarem o estabelecimento. Há uma tendência crescente de automatizá-lo, o que traz vários benefícios. “O uso de aplicativos, em vez do tradicional bloquinho para anotar os pedidos, diminui os erros de preparo, e, consequentemente, o desperdício e as perdas”, explica Hasson.

Nesta modalidade, o garçom usa um tablet ou smartphone para enviar os pedidos diretamente à cozinha. Assim, eles não precisam se comunicar verbalmente com a equipe, poupando tempo e permitindo que deem mais atenção aos clientes.

Cardápio eletrônico

O cardápio eletrônico é o próximo nível da automação de atendimento para restaurantes. Ele assume o lugar dos menus impressos, permitindo que os clientes façam o pedido da ponta dos dedos, a partir de um tablet ou smartphone. O garçom apenas traz o prato à mesa. “Em um futuro próximo, o cliente poderá fazer o pedido dentro do restaurante com o seu próprio gadget, nos mesmos moldes dos aplicativos para delivery”, prevê Hasson.

O cardápio eletrônico tem outra vantagem além da agilização do atendimento e da diminuição dos erros nos pedidos e perdas: ele proporciona uma experiência única ao cliente. “A curiosidade faz com que o público explore mais o cardápio, conheça melhor os pratos e, consequentemente, consuma mais”, conta o empreendedor.

A Oracle, gigante da tecnologia, corrobora esse dado. A pesquisa Oracle Restaurant 2025, que tem como objetivo traçar um cenário para o mercado gastronômico nos próximos 8 anos, revela que a tendência é que ele se automatize cada vez mais: 36% dos entrevistados afirmaram que fazer o pedido por meio de um assistente virtual melhoraria sua experiência. Esse sistema para restaurante também faz com que o estabelecimento ganhe em praticidade. Caso o mix de produtos mude, não é preciso danificar o menu nem gastar com a reimpressão: basta editar o arquivo digital.

Pagamento automatizado

O pagamento automatizado já é um velho conhecido dos aplicativos de delivery e transporte: basta salvar os dados de um cartão de crédito e o pagamento é feito na hora, sem nem precisar tirá-lo da carteira. Pouco a pouco, essa tecnologia chega aos restaurantes. “Acreditamos fortemente que o cliente que sai para comer não busca apenas boa gastronomia, mas uma grande experiência. A automação dos pagamentos faz parte disso, já que isso elimina o período de espera pela conta”, pontua Hasson.

Armazenamento na nuvem

A era dos computadores que armazenam todos os dados de uma empresa pode estar com os dias contados: a tendência é que o cloud computing assuma a tarefa de armazenamento de informações. Essa tecnologia permite o armazenamento de dados em servidores remotos, acessíveis mediante senhas. Deste modo, informações importantes não precisam ficar armazenadas na própria máquina.

Isso traz várias vantagens, mas o principal atrativo é a segurança. “Já percebemos que as informações de nossos clientes são um ativo para eles. Deixá-las armazenadas na nuvem significa que elas não serão roubadas por hackers ou perdidas em caso de danos à máquina”, esclarece Hasson.

Fonte:
Exame