No universo de empresas pesquisadas, 50% são de pequeno porte, 42% são microempresas e 8% microempreendedores individuais

Comer fora é cada vez mais frequente no dia a dia dos brasileiros. Comum nas grandes cidades, a diversidade de refeições, lanches, petiscos e doces agradam todos os tipos de clientes. Conforme dados do IBGE (2015), o brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda com alimentação fora do lar. A Abrasel estima que o setor represente, hoje, 2,7% do PIB brasileiro. Já a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) destaca que o setor tem crescido a uma média anual de 14,2%.

O Sebrae no Acre para trazer mais informações sobre o segmento de Alimentação Fora do Lar (AFL), realizou uma pesquisa em outubro de 2017 com 50 pequenos negócios dos municípios de Rio Branco, Brasileia e Epitaciolândia com o objetivo de identificar as características e tendências desse mercado para propor ações mais assertivas para potencializar o índice de competitividade deles.

A culinária local possui influências das cozinhas árabe, portuguesa, boliviana, indígena e do nordeste brasileiro. A pesquisa em questão aborda o perfil dos proprietários e colaboradores, no qual muitos vieram de outras áreas de atuação, ou seja, a formação não é específica, poucos proprietários são formados na área, mas muitos deles desejam se especializar.

No universo de empresas pesquisadas, 50% são de pequeno porte, 42% são microempresas e 8% microempreendedores individuais, com predominância de mulheres à frente da gestão, apesar da proporção de gênero ter se apresentado bastante equilibrada.

O tipo de negócio mais comum são os restaurantes (56%). Os de comida por quilo (self service) representam 42%, à la carte com 36%, delivery com 10% e os demais com mais de um modelo de negócio. As lanchonetes são o segundo tipo de negócio mais comum com 34,8%. Os proprietários costumam modelar o negócio de acordo com as preferências e necessidades dos clientes da região.

Em relação ao tamanho da equipe, nota-se que a maioria conta com uma equipe pequena, visto que 45% possui de 1 a 8 funcionários. O ticket médio do grupo entrevistado foi de R$ 28,54, ou seja, esse é o valor médio de compras de seus clientes, sendo que 50% das empresas apresentam um ticket médio acima dessa média.O cenário de gestão e planejamento estratégico aponta que os principais pontos fortes identificados pelos próprios gestores deste segmento são: produtos de qualidade (22,9%); marketing (16,6%) e localização (13,5%), assim como pessoas (26,2%); gestão empresarial (21,3%) e cadeia de suprimentos (14,7%) como pontos fracos. As principais oportunidades são eventos, festivais, feiras e concursos (20,4%), apoio institucional do sistema S e outros; empatado com tendência gastronômica e rede de relacionamento com 14,3%; enquanto que as ameaças são a conjuntura macroeconômica (21,4%), inflação de matéria prima e insumos (19%) e concorrência (14,3%).


No Brasil, o último levantamento feito pelo Crest, um instituto de pesquisa norte-americano cujo foco é a pesquisa sobre os hábitos de consumo em 10 países, mostrou que o setor de alimentação fora do lar em 2016 movimentou R$ 184 bilhões, com ticket médio de R$ 13,40 e visitas de 14 bilhões de pessoas. Em outros países existe consumo maior, como na China e nos Estados Unidos, onde o percentual chega a 81%. Ou seja, há espaço para crescer bastante no mercado nacional. E o Sebrae pode ajudar o empreendedor com treinamento, consultorias, benchmarking e acesso a mercados, especialmente, nas áreas de gestão empresarial, inovação, tecnologia e sustentabilidade.


Fonte: Página 20