Segundo estudo, são 9,5 mil estabelecimentos na cidade


Belo Horizonte tem, em média, 28 bares por quilômetro quadrado (Km2), o equivalente a quase três estabelecimentos por quarteirão de 100 metros, conforme levantamento da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel). O número, divulgado ontem, reforça a posição da cidade como capital nacional dos botecos.

Segundo estudo, são 9,5 mil estabelecimentos na cidade. Foram levados em consideração apenas os estabelecimentos formais, ou seja, aqueles que são devidamente cadastrados nos órgãos públicos. A região Central da cidade, famosa pela boemia e pela quantidade de pessoas que transitam diariamente, possui a maior quantidade de pontos que vendem bebidas alcoólicas. São 704. Entre eles, os tradicionais La Greppia e os que estão localizados no interior do Mercado Central. Em seguida, aparece o residencial bairro da Graça, na Região Nordeste da capital, com 355 estabelecimentos. Na sequência, vem a Savassi, com 225, Santa Efigênia (192), Barro Preto (169), Lourdes (157), Barreiro (142), Sagrada Família (138), Prado (132) e Floresta (132).

Quando o assunto é concentração dos bares por vias da capital, a avenida Cristiano Machado é a mais propícia para quem está em busca de uma gelada. São 146 bares, o equivalente um estabelecimento a cada 81 metros. Na avenida do Contorno, também é fácil comprar bebida. Nela, são 118 bares, um a cada 101 metros. Lembrando que a metragem média dos quarteirões é de 100 metros, é possível dizer que há uma casa por quarteirão. Mesmo com menos bares, a avenida Amazonas também possui forte concentração. São 108 estabelecimentos, um a cada 85 metros. Com 77 locais em que é possível comprar bebida, a Augusto de Lima possui um a cada 27 metros. Na rua da Bahia, que possui 68 bares, existe um a cada 42 metros.


Abrasel em Minas Gerais

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues comemora a quantidade de estabelecimentos na cidade. “A pesquisa coroa o lema popular que diz ‘Belo Horizonte não tem mar, mas tem bar’. O levantamento reafirma o tamanho e a importância do setor para o nosso turismo, que tem ligação muito estreita com a gastronomia”, destaca.

Ele ressalta que o setor de bares e restaurantes atravessou um período nebuloso nos últimos anos devido à crise econômica quadro que, finalmente, começa a ser revertido. “As vendas começaram a melhorar nos últimos quatro meses. Já é possível estimar uma alta na comparação com o ano passado”, diz. O presidente da Abrasel-MG estima elevação entre 4% e 7% sobre o faturamento registrado em 2016. A geração de empregos vai a reboque. “Vários estabelecimentos já estão contratando e esperamos que esse movimento fique mais forte”, afirma.


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Fonte: Hoje em Dia