Café da manhã no Espaço Bom Gourmet reuniu cerca de 30 agentes engajados no movimento de revitalização urbana no Vale do Pinhão


Agentes públicos, privados e acadêmicos engajados num mesmo objetivo: a revitalização urbana da região do Vale do Pinhão e as oportunidades geradas por um movimento que promove a sinergia de interesses variados. Foi com esta visão em comum que cerca de 30 representantes de entidades, investidores e parceiros do movimento Reação Urbana participaram na última terça-feira (10) de um café da manhã no Espaço Bom Gourmet, da Gazeta do Povo.

A pauta, além do debate gerado pela revitalização urbana do território delimitado inicialmente entre os bairros Rebouças e Prado Velho, foi o Laboratório de Reação Urbana no Vale do Pinhão, exercício coletivo para propostas e debates, que acontecerá entre os dias 26 e 29 de outubro no Engenho da Inovação.

Entre as entidades engajadas no movimento iniciado pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a Agência Curitiba, a startup Reurb, setores acadêmicos da UFPR, PUC-PR, UP e UTFPR e HAUS, estão a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), a Associação de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (Asbea-PR). Grupos de investidores do mercado imobiliário e das áreas hospitalar, de entretenimento, serviços, tecnologia e inovação também devem contribuir com o movimento.


No debate que se seguiu à apresentação do movimento Reação Urbana, feita pelo arquiteto e professor universitário Orlando Ribeiro, vice-presidente da Reurb, sugestões foram levantadas pelos agentes. As necessidades da região, como a falta de segurança pública e iluminação em algumas vias, e as oportunidades muitas vezes mal aproveitadas pelo setor de comércio e serviços estiveram entre os pontos levantados por Luciano Bartolomeu, diretor da Abrasel-PR.

“O Plano de Desenvolvimento do Bairro está em aberto, apenas a delimitação do território foi definida para as leis de zoneamento e políticas públicas da região. Além da preocupação em evitar a gentrificação (afastamento dos moradores atuais), precisamos engajar a sociedade civil organizada e a iniciativa privada de forma que todos entendam as oportunidades e vocações daquela área urbana, para evitar o prejuízo econômico de alguns investidores por falta de conhecimento urbanístico local”, explica Ribeiro.

Fonte: Gazeta do Povo