Até o final do ano o percentual deve reduzir para 20%, junto com um aumento do número de negócios com uma margem acima de 10%, hoje em 17%


Investir em experiências inovadoras passou a ser um diferencial competitivo do mercado de alimentação fora do lar no atual ambiente econômico. Além disso, é essencial conhecer as tendências e ficar atento aos desejos dos clientes. Os empreendedores brasileiros devem desenvolver e fortalecer estratégias de diferenciação para se manter, prosperar e crescer. A diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, destacou esses pontos na abertura do seminário O Sabor da experiência: o mercado gastronômico e o futuro do consumo.

O evento aconteceu na sede do Sebrae, na capital federal, e teve como objetivos disseminar o conceito de food experience e alavancar esse tema como um diferencial competitivo para os pequenos negócios. Ao todo, são mais de 200 participantes, entre empresários, chefs renomados, especialistas, técnicos do Sebrae em todo o país, bem como estudantes universitários e formadores de opinião.

“Queremos disseminar novos conceitos e mostrar que é possível integrar as cadeias produtivas, desde a produção até a mesa do consumidor”, afirmou ao anunciar o lançamento de uma pesquisa inédita, apresentada no seminário e “importante em insumos para gerar diferencial nos pequenos negócios”, disse a diretora do Sebrae, ao destacar que ainda é tímida a presença no comércio eletrônico – apenas 12% têm loja virtual.


“O seminário é uma oportunidade para conhecer dados do perfil dos pequenos negócios desse segmento, as tendências do consumo e os desafios de mercado”, diz a Heloisa Menezes, que destacou a importância desse segmento - são mais de 1,2 milhão de empreendimentos no Brasil. Do total, mais de 90% são pequenos negócios, que representam 2,4% do PIB e 3,1% de todos os impostos arrecadados no país. A pesquisa que traça um perfil de pequenos negócios do segmento de alimentação fora do lar atendidos pelo Sebrae. São empresas jovens, familiares e 60% delas adotam o sistema de atendimento self-service, ou comida por quilo, invenção tipicamente brasileira e bastante popular entre os consumidores.

Os resultados da pesquisa foram apresentados pela gerente de Atendimento Setorial Comércio e Serviços (UASCS), Ana Clévia Guerreiro. Segundo ela, 6% dos negócios se dedicam à produção e comercialização de alimentação saudável; e 86% do total dos empreendedores pretendem fazer investimento nos próximos anos; entre outros resultados.

Após a apresentação da pesquisa, Enzo Donna, da ECD Consultoria em Foodservice, falou sobre “Cenários econômicos e o mercado de alimentação: desafios para os empresários de alimentação fora do lar”. O painelista comentou fatores como a importância da gestão dos negócios em um cenário em que diversos aspectos pesam no sucesso ou fracasso dos negócios, como a taxa de juros, PIB dos serviços, tendências de consumo familiar, custo médio da matéria-prima, impostos, entre outros.

Na sequência, Gabriel Rizzi (IsyBusy), falou sobre “Os restaurantes e bares na era digital: tendências, benefícios e dificuldades”. Rizzi comentou diversos aspectos do comportamento dos negócios e do consumidor, cada vez mais influenciado por novas tecnologias. O mediador da mesa foi Vinicius Lages, diretor de Administração e Finanças do Sebrae.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios