22/06/12 - Como a economia tem incitado o crescimento do setor de alimentação

 

O mercado de alimentação está em plena ascensão no Brasil: segundo pesquisas recentes, o brasileiro está gastando 30% de sua renda mensal com alimentação. O segmento de food service (toda área responsável por produção e distribuição de comida fora do lar) passou de um faturamento de R$ 96 bilhões em 2005 para R$ 185 bilhões em 2010, um crescimento médio de 15% ao ano. Segundo previsão da ECD Consultoria, em 2014, serão servidas 70 milhões de refeições por dia no Brasil, resultando em um faturamento de R$ 290 bilhões.

E dentro deste mercado, há um segmento que também não para de crescer: o das refeições coletivas. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Refeições (Aberc), o faturamento do setor passou de R$ 10,9 bilhões em 2010 para R$ 13 bilhões estimados em 2011. Em 2003, o faturamento girava em torno de R$ 5 bilhões. Foram 10,5 milhões de refeições servidas diariamente ao longo de 2011, representando um total 11,2% superior ao de unidades distribuídas por dia em 2010, que ficou em 9,4 milhões.

 

 

 

Um dos fatores que incitará ainda mais o aumento dos serviços de alimentação é o desenvolvimento do setor de óleo e gás, que irá gerar atividades múltiplas para equipamentos, transportes e serviços com aumento de profissionais, direta e indiretamente. Além desse setor, outros como de etanol, mineração, construção naval, produção, transporte e construção civil, com as obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas, implicam em aumento de pessoal e, consequentemente, de refeições.

Mas nem sempre o segmento teve situações tranquilas. Os diversos obstáculos que o país enfrentou, em função dos problemas econômicos, como o aumento de custo das matérias primas resultante de intempéries, safras reduzidas e inflação afetaram diretamente o mercado, resultando em congelamentos de preços dos serviços que não tinham a mesma correspondência nas matérias primas e insumos. Além disso, a escassez de fornecimentos nos levou a buscar suprimentos no exterior, principalmente nos nossos vizinhos sul-americanos.

Mesmo com tantos desafios à frente, o segmento de refeições coletivas conseguiu se manter saudável e superou adversidades. Hoje, com uma grande migração da classe C para B, aspirando por um atendimento mais atencioso, personalizado e de qualidade, as soluções rápidas e dinâmicas, sem necessidade de muitos trâmites, são bem convenientes. Daí a necessidade de oferecer uma alimentação saudável, caseira e voltada ao conceito de menor stress e mais qualidade de vida.

Assim, há diversos segmentos que vêm buscando este perfil de serviço, como hospitais, escolas, empresas, rotisseries para o mercado varejista, hotelaria marítima, entre outros, exigindo das empresas total flexibilidade para oferecer produtos de qualidade, custos competitivos, capacidade produtiva, equipes capacitadas e forte poder de compra devido ao seu volume de serviços. Trata-se, sem dúvida, de um mercado rentável, que acompanha e atende as transformações econômicas, confirmando ser uma atividade cada vez mais promissora!

 

Por Laura Tomimatsu, diretora de novos negócios da LC Restaurantes, especializada em serviços de alimentação para coletividades

 

Fonte: Revista Hotelaria