Movimento cresce até 40% em restaurantes. Reservas sobem na Barra e na Zona Sul


Bares e restaurantes da Zona Sul e da Barra da Tijuca já sentem o efeito do Rock in Rio na economia carioca. A hotelaria também ganhou fôlego nos dois fins de semana do festival. A previsão é encerrar o evento com ocupação média de 85% a 90%, acima dos 80% registrados na última edição do festival, em 2015, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ).

A estimativa anterior ao início dos shows era de 67% de aproveitamento nos hotéis cariocas no primeiro fim de semana de Rock in Rio e de 77% no segundo. No fim de semana anterior ao início do evento, a ocupação ficou em 51%. O melhor desempenho está nas unidades em Ipanema e Leblon, com picos de 87% de reservas confirmadas para o período de 15 a 17 de setembro, e de 90% para o de 21 a 24.

Na Barra da Tijuca, a ocupação para o próximo fim de semana está em 67%, contra 51% na abertura do evento. É um alento em um ano em que os hotéis cariocas começaram janeiro com 64% de ocupação, chegando a abril com 49%. A edição deste ano do festival vai gerar 16 mil empregos, entre diretos e indiretos, segundo os organizadores. A previsão é receber um público de cem mil pessoas por dia, totalizando 700 mil. Uma fatia de 65% vem de fora do Estado do Rio.

O investimento na realização do evento soma R$ 200 milhões em produção e comunicação. O festival não tem dados sobre o impacto para a economia do Rio. A Fecomércio-RJ, porém, estima que o Rock in Rio deve injetar perto de R$ 523 milhões no comércio carioca. Considerando comércio de bens, serviços e turismo, a estimativa salta para R$ 947 milhões, segundo cálculos de Natan Schiper, diretor-secretário da entidade. Ele lembra que o comércio de bens e serviços tem peso de 66% na economia do Rio. Ou seja, a cada R$ 3 movimentados na atividade econômica, R$ 2 estão no segmento.

— A cidade tem vocação para eventos como o Rock in Rio, que combinam turismo e entretenimento. Impacta positivamente a economia, ampliando resultados dos restaurantes, principalmente na Zona Sul e na Barra da Tijuca — disse Pedro de Lamare, presidente do SindRio. À frente do Gula Gula, ele afirma que as unidades da rede de restaurantes ampliaram em 20% as vendas no fim de semana na Zona Sul e na Barra.

Na semana que antecedeu o festival, especialmente quarta e quinta-feiras, dias de menor movimento, o fluxo de clientes no Bar Urca, por exemplo, aumentou 40% em comparação ao mesmo período da última edição do festival, em 2015. A maior parte desses clientes vem de São Paulo, Minas Gerais e do Nordeste. — O fato de estarmos próximos a pontos turísticos ajuda a atrair esse público, já que estamos distantes da Cidade do Rock — diz Rodrigo Gomes, sócio do Bar Urca.


No Bibi Sucos, o movimento subiu entre 30% e 40% desde a semana passada nas lojas da Barra, do Leblon e de Copacabana. Sérgio Rodrigues, um dos sócios da rede de lanchonetes, disse que a melhora do movimento, típica da primavera, foi antecipada pelo festival: — Treinamos nosso pessoal para esclarecer dúvidas dos turistas. Qualquer evento turístico impacta a parte de bares e restaurantes. É ótimo pra nossa sobrevivência, pois a violência tem feito muita gente ficar em casa. A Fuel, marca de óculos com pontos de vendas em shoppings, registrou aumento de quase 40% nas vendas na primeira quinzena de setembro, em comparação aos últimos 15 dias de agosto. A demanda principal foi por óculos de sol de lentes coloridas translúcidas.



Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios