19/06/12 - Crescimento acelerado do franchising deve se manter por pelo menos cinco anos, diz diretor da ABF

 

Segundo Ricardo Camargo, neste ano, expansão deve se concentrar no Sul, no Sudeste e no interior

 

O crescimento do setor de franquias no Brasil deve se manter em um ritmo de dois dígitos percentuais por pelo menos mais cinco anos. A opinião é do diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo.

Em 2011, o faturamento do setor foi de R$ 88,8 bilhões, o que representou um crescimento de 16,9% em relação ao ano anterior. Neste ano, a expansão deve se concentrar nas regiões Sul e Nordeste, bem como as cidades do interior, com população de cerca de 150 mil habitantes.

“Cada vez há mais prefeitos interessados em firmar parcerias com a ABF porque percebem que as franquias são um vetor de crescimento e desenvolvimento”, disse Ricardo Bomeny, presidente da ABF. Para ele, a expansão dos investimentos no setor de shoppings centers também ajuda a impulsionar o crescimento das redes de franquia.

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a previsão de expansão é de 12% em 2012. “Serão pelo menos 42 shoppings centers inaugurados este ano”, afirmou Camargo. “Nas cidades do interior, há um grande anseio pelo consumo das marcas da franquia”.

Para Bomeny, a ampliação das faixas de faturamento para enquadramento no Simples Nacional favorece o crescimento do setor. “Cerca de 95% dos franqueados adotam o regime do Simples”, disse. Com o novo limite, o teto de faturamento passou para R$ 3,6 milhões anuais.

Além disso, o fato de o setor de franquias no Brasil ser bastante diversificado – com pelo menos 13 subsetores estruturados – proporciona um equilíbrio de crescimento. Entre os destaques, os setores de alimentação e de redes hoteleiras têm crescido muito – impulsionados também pela expectativa dos eventos esportivos como Copa e Olimpíadas.

Bomeny também avalia que o novo patamar do real em relação ao dólar – mais desvalorizado – ajude a reter o consumidor no Brasil. “Gente que estava com viagem programada para comprar lá fora já não vai mais gastar tanto”, disse.

 

Fonte: PE&GN