06/06/2017 - Regulamentação da gorjeta impacta setor e consumidor pode sentir mudanças

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Pesquisa feita pela Abrasel e Fispal indica que o número de empresas operando com prejuízo continua reduzindo; percentual de empresas com boa rentabilidade também cresceu

 

A Análise de Conjuntura Econômica do Setor de Alimentação Fora do Lar, feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em parceria com a Fispal Food Service, mostra que o primeiro trimestre de 2017 aponta na direção de melhoras do setor. Agora são dois trimestres consecutivos com recuperações nos indicadores.

Uma das principais causas dessa melhoria foi o número de empresas que declararam ter rentabilidade superior a 10%, um percentual que é referência de uma boa operação em tempos normais. Este número evoluiu nas duas últimas edições da análise; de 14% para 17% e agora 18% nos três primeiros meses deste ano.

De acordo com a análise, a aprovação da regulamentação da lei da gorjeta deve causar impactos no setor, em especial em relação à diminuição do número de reclamações trabalhistas. Segundo o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a falta de regras claras sobre a gorjeta era a principal origem de conflitos entre trabalhadores e empresários. “Esperamos que com a lei essa relação fique mais equilibrada e o empreender no setor, mais seguro”, destaca.

Para Percival Maricato, advogado e presidente da Abrasel em São Paulo, a medida traz mais harmonia ao setor. “O cliente também ficará mais tranquilo, por saber que a gorjeta vai beneficiar o trabalhador”, completa.

Outra consequência vai impactar diretamente o consumidor: para amenizar a curto prazo a queda dos ganhos diretos dos empregados, já que parte da gorjeta poderá ser retirada para pagamento de encargos sociais, trabalhistas e previdenciários, a tendência é que os estabelecimentos passem a sugerir uma gorjeta num valor superior aos usuais 10% com objetivo de reter mão de obra mais qualificada. “A gente já observa que algumas casas mais sofisticadas já trabalham com 12 ou 13%. A tendência é que a maioria das casas adotem esse padrão a médio prazo. Para efeito de comparação nos EUA, por exemplo, as gorjetas sugeridas são de 15%, 18% até 20%”, avalia.