04/05/2017 - Fim de comércio informal revitaliza área no centro de Fortaleza

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O comércio informal e desorganizado na área afastou a maior parte dos consumidores que frequentavam o local

 

 

Após anos de prejuízos causados ao comércio e ao polo gastronômico, cultural e de lazer na Praia de Iracema pela realização da Feira da Rua José Avelino, no Centro de Fortaleza, a expectativa do setor com o fim do comércio informal, marcado para o próximo dia 14 de maio, é que a ampla circulação de pessoas retorne às áreas afetadas, assim como o mercado formal retome sua fonte de lucro.

Uma das áreas de maior impacto negativo com o polo de vendas, segundo aponta o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Ceará, Rodolphe Trindade, foi o entorno do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, especialmente nas noites de sábado, uma vez que a grande quantidade de ônibus com destino à Feira estacionavam no entorno, impedindo o acesso das pessoas ao Centro Cultural.

"O polo de entretenimento e gastronomia do Dragão do Mar é o polo de maior fluxo de pessoas do Norte e Nordeste. É um polo importantíssimo, extremamente democrático para nossa cidade porque, além do Centro, tudo que tem no entorno gera muitos empregos e entretenimento para todo mundo", comenta Rodolphe Trindade.

Pelo cenário, o presidente da Abrasel estima uma redução de cerca de 50% dos estabelecimentos naquela região ao longo dos últimos anos. "Muitos fecharam e, se continuar do jeito que está, a maioria fecha até o fim do ano porque a situação financeira é extremamente grave. Temos que definir qual o nosso polo de venda de moda popular, do jeito que foi feito agora com o Centro Fashion, excelente empreendimento que gera conforto e comodidade ao vendedor", comenta.

 

Perdas

O empresário Célio Paiva, dono do Buoni Amici's Pizza e Sport Bar, chegou a cancelar o tradicional samba aos sábados em virtude da redução do público, estimado entre 70% e 80% nos últimos 10 anos. "Cheguei a ter 43 funcionários, hoje só tenho 15. O que a gente vende não paga a folha e nem o aluguel. Estamos operando há dois anos no vermelho. Se a feira não saísse agora eu já teria fechado. Minha expectativa é que os clientes voltem".

O presidente do Clube dos Dirigentes Lojistas (CDL), Severino Neto, avalia a concorrência gerada pela informalidade da Feira da José Avelino como a responsável pelo fechamento de diversas lojas de confecção localizadas no Centro. O segmento de confecção, que estava dentro do mercado, praticamente parou. Houve muito o problema da informalidade contra a formalidade aliada à burocracia. A gente reconhece a força do comércio popular dentro do comércio, mas ele precisa ser ordenado. É essa a nossa visão e é o que a gente vem cobrando há muito tempo", diz.

 

Fonte: Diário do Nordeste