27/05/2017 - Empresários do Espírito Santo temem prejuízos com greve geral

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Segundo presidente da Abrasel, o segmento da Alimentação Fora do Lar é a favor das reformas trabalhista e da Previdência

 

A promessa de uma greve geral na sexta-feira (28), feita por diversas categorias de trabalhadores, traz preocupação para empresários, que preveem perdas com a paralisação.

Temendo mais um dia de prejuízo no setor e destacando que as reformas trabalhista e previdenciária são necessárias, o presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, pede para que os capixabas reflitam antes de cruzar os braços. “Não é através do enfrentamento que vamos obter um resultado satisfatório”, afirma.

Para o superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, uma greve geral, da maneira que está sendo prometida, pode obstruir todo o trabalho nos supermercados, causando grandes prejuízos. “O País não pode mais ter esse tipo de prejuízo, que acaba só agravando mais a situação. E quem perde não são somente os empresários, mas também os trabalhadores”, avalia Hélio Schneider.

O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado (Sindbares) e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – seccional Espírito Santo, Wilson Vettorazzo Calil, salientou que o segmento é a favor das reformas trabalhista e da Previdência. “Por isso, somos totalmente contra o anúncio de greve que está sendo feito por alguns sindicatos. Esse ano já sofremos muito com a paralisação da Polícia Militar e os feriados, acumulando prejuízos. Além disso, o Brasil tem 13,5 milhões de desempregados e o que precisamos é de que haja mais postos de trabalho. Para isso, é fundamental que as reformas sejam aprovadas.”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Marcos Guerra, enfatizou que as indústrias vão funcionar na sexta-feira, não acreditando que esse movimento tenha força. “Pensar em manifestação nesse momento de crise que estamos vivendo é um desrespeito a quem trabalha no Brasil. Essa não é a melhor forma de fazer manifestação, pois as indústrias e empresas não aguentam mais bancar prejuízos”, afirmou.

Ele ainda salientou que, apesar de dolorosas e amargas, as reformas trabalhista e previdenciária são necessárias para que o País volte a crescer.

 

Fonte: Tribuna Online