08/06/12 - Franquias focam em produtos únicos para crescerem rápido

 

Com foco numa receita adaptada de croissants recheados, a Croasonho atua com um produto que apresenta baixa concorrência

Trabalhar sem nenhum concorrente direto é um sonho para qualquer empreendedor. Um caso de sucesso brasileiro é o do Habib's que, ao focar em produtos pouco disponíveis no mercado de fast-food, cresceu num nicho à parte, se tornando a maior franquia alimentícia de capital nacional. Outras empresas buscam agora repetir o feito.

Um caso recente é o da Croasonho, também do ramo alimentício. A marca existe desde 1997 trabalhando fundamentalmente com croissants recheados. A empresa trabalha com franqueamento desde 2009 e deve lançar a operação Croasonho Express, que ocupa uma área menor, no dia 13 de junho, em sua primeira participação na feira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), na cidade de São Paulo.

Os fundadores são o casal André Hamquet e Regina Severo, de Porto Alegre, que adaptaram uma receita de croissant ao paladar brasileiro e começaram a vender o produto de porta em porta. Em 2000, abriram uma loja na praia de Atlântida, do município de Xangri-lá, no litoral gaúcho. A partir de então, a loja passou a ter contato com turistas vindo de várias localidades do Brasil.

Dois desses foram os amigos Gustavo Susin e Eduardo Silva. Em 2009, eles fizeram uma proposta para os proprietários da Croasonho, que na época não trabalhava com franqueamento, de abrirem uma unidade em Caxias do Sul (RS).

A loja de 2 mil metros quadrados foi inaugurada próxima a um hotel da cidade, o que trouxe consumidores de várias partes do País. "Vendemos duas vezes o que planejávamos. No primeiro mês, foram 2 mil croissants", conta Eduardo.

Animados com o desempenho da loja e atiçados pelo interesse de viajantes em trabalhar com a marca, a dupla fez uma proposta para os proprietários, que aceitaram montar uma operação de franquia já em 2009. A marca conta hoje com 29 lojas. Os fundadores são responsáveis pela operação no Sul, enquanto que Eduardo e Gustavo atuam no restante do País.

Para Eduardo, o maior diferencial da Croasonho é trabalhar com um produto que não encontra nenhuma concorrência direta. "Depois que passa a frequentar a loja, o cliente começa a confundir o produto com a marca. Ele fala Croasonho, não croissant, e isso tem um valor enorme", diz.

O plano da dupla de executivos é focar em 2012 o Sudeste, para em 2013 avançar no Nordeste. Até o fim de 2014, ano da Copa do Mundo, a Croasonho planeja ter 100 lojas. Para transportar insumos, como a massa dos croissants e sachês de café, a franquia desenvolveu sua própria operação de logística. "Avaliamos que criar nossa própria empresa saía mais barato do que contratar outra", conta o empresário.

 

Franqueamento

Segundo Eduardo, hoje há uma fila de 800 interessados em trabalhar com a marca. "Não buscamos investidores, mas pessoas que tenham tempo de operar na unidade e que já possuam experiência com negócio próprio ou em funções de liderança", conta.

As irmãs Leidiana, 23 anos, e Leilla Monteiro Nogueira, 26, foram aceitas na franquia e operam uma unidade na praça de alimentação de um shopping de Novo Hamburgo (RS) desde o início do ano. Leidiana conta que foram atraídas para a franquia por meio do produto e também pelo fato de ser uma empresa pequena. "Se você liga, os consultores estão ali, você não precisa ficar passando de boca em boca até ter seu problema resolvido", diz.

Ela destaca também a apresentação da loja. "Não é um fast-food para você pegar a comida e ir embora; é um ambiente aconchegante. Tudo é muito caprichado", afirma.

A franquia fornece ao franqueado benefícios como treinamento para a operacionalização dos sistemas da loja, apoio na escolha do ponto comercial, treinamentos e manuais de gestão, assessoria de marketing e acompanhamento semanal do desempenho da unidade. "Não esperamos ligar o alerta vermelho para atuar", brinca Eduardo.

 

Fonte: Terra