03/01/2017 - Impacto de feriados nacionais sobre varejo pode chegar a R$ 10,5 bilhões

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Supermercado e farmácias serão os mais afetados e FecomercioSP recomenda cautela sobre funcionamento durante datas; ao mesmo tempo, confiança do empresário segue em recuperação

 

O varejo deixará de ganhar R$ 10,541 bilhões por conta dos feriados nacionais e pontes ao longo de 2017. O impacto pode ser ainda maior no caso do comerciante paulista, uma vez que datas estaduais e municipais não foram consideradas no cálculo.

A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que levou em consideração dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) e da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Os valores são 2% maiores que o montante 'perdido' em 2016 - ou cerca de R$ 10,367 bilhões.

Os segmentos supermercados (perdas de R$ 2,988 bilhões) e farmácias ou perfumarias (menos R$ 1,558 bilhão) devem ser os mais afetados quando considerado volume; as lojas de móveis e decoração devem deixar de ganhar R$ 978,4 milhões no período. Já os estabelecimentos de vestuário, tecidos e calçados devem sentir a maior variação negativa ante 2016, quando R$ 874,9 milhões deixaram de entrar no caixa: este ano, o montante deve atingir R$ 1,073 bilhão (acréscimo de 23%).

Assessor econômico da FecomercioSP, Guilherme Dietze explica que o aumento será causado pelo número maior de datas comemorativas em dias úteis. "Em 2016 o Natal, por exemplo, caiu de sábado para domingo, o que para o comércio é bom: agora ele cairá de segunda para terça. O 1° de maio em 2016 caiu em um domingo e agora será em uma segunda. Já 25 de janeiro [aniversário da capital paulista], por exemplo, cairá em uma quarta; na terça, o movimento no comércio já será menor".

Ao todo serão dez feriados prolongados ao longo do ano; apenas julho e agosto não possuem datas na lista. "Em São Paulo há muito mais gente saindo nos feriados que chegando", pontua Dietze. Para o lojista que pretende operar mesmo durante feriados, a FecomercioSP recomenda cautela. "O comerciante tem que olhar sua estratégia e ver se compensa", explica Guilherme Dietze, uma vez que o funcionário tem direito de receber pagamento dobrado caso trabalhe na ocasião. Segundo a entidade, seria "oportuno" que o tema fosse discutido na reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Confiança

Segundo a FercomercioSP, o empresário brasileiro do comércio está aos poucos recuperando o bom humor em relação ao momento econômico: divulgado ontem (2), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou alta de 1,9% e atingiu 97,9 pontos em dezembro ante 96,1 em novembro dentro de uma escala onde 200 é o mais otimista e zero, o menos. A pontuação é a mais alta desde janeiro de 2015; já em dezembro de 2015, o ICEC registrava 74 pontos (-32,2%).

"A recuperação das vendas e do consumo deve ser gradual e lenta, mas indicadores estão seguindo a tendência da redução de pessimismo", avalia Guilherme Dietze, que elencou a "inflação em patamares mais adequados, os juros caindo e o mercado conversando mais com a equipe econômica do governo" como alguns fatores responsáveis pela reversão.

 

Fonte: DCI *Para ler na íntegra, visite o site do DCI