28/12/2016 - Contratações para hotéis e bares ficarão abaixo do esperado em Salvador

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A previsão é que as vagas mais requisitadas neste nicho sejam para garçons, auxiliar de cozinha e pessoas que atuam na área de atendimento

 

 

Apesar das boas expectativas com relação a ocupação de leitos de hotéis em Salvador – acima dos 95% nas 400 unidades em atividade na capital baiana – e do incremento de 10% nas vendas dos mais de 10 mil bares e restaurantes existentes na cidade nesta época de alta estação, algumas das entidades ligadas ao trade turístico avaliam que o cenário positivo não deve se refletir no número de contratações de profissionais como garçons e camareiras para atender essa demanda crescente.

No setor de bares e restaurantes, por exemplo, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia, Luiz Amaral, estima que o número de contratações temporárias deve ser 50% do que normalmente é registrado nessa época do ano. Atualmente, o número de trabalhadores deste segmento está entre 50 e 60 mil pessoas. “A nossa expectativa é de que sejam criadas entre duas e três mil vagas, quando normalmente é o dobro disso. Será um verão atípico em relação a contratações e, mesmo assim, ainda estamos aguardando o comportamento do mercado, pois ainda estamos em uma atividade de pouco movimento e com pouca capacidade de gerar negócio”, ressaltou Amaral.

Dentro desse quadro, as vagas mais requisitadas neste nicho devem ser de profissionais como garçons, auxiliar de cozinha e pessoas que atuem na área de atendimento. Para quem sonha com uma dessas vagas, o presidente da Abrasel aponta alguns fatores quem podem ser um diferencial na hora de conseguir uma vaga. “Principalmente experiência, atitude na hora de servir e a questão de morar próximo ao local de trabalho”.

 

HOTÉIS

Assim como os bares e restaurantes, os hotéis também devem ter um número de contratações abaixo da média para esta alta estação, segundo estima o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), Silvio Pessoa. Dentre as razões apontadas pelo gestor estão o fato de esta alta estação ser considerada curta, os custos considerados altos e a crise financeira pela qual os diversos setores ligados ao turismo ainda atravessam.

“Vai depender do empreendimento, mas estamos cautelosos. Afinal, esse tipo de contratação aumenta em 10% a folha efetiva. Em 2015, nós já tivemos um número reduzido de contratações e esse ano não deve ser diferente. O pessoal está com o cinto apertado, mas quem deve realizar um maior número de contratações são os hotéis da linha turística, principalmente camareiras, garçons e cozinheiros”, apontou. Para Pessoa, contudo, o ideal é que a cidade aposte em eventos que possam ir além da alta estação, como forma de manter a rotatividade nesses espaços ao longo de todo o ano.

 

Fonte: Tribuna da Bahia