06/12/2016 - Aberta temporada de confraternizações em Minas Gerais

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Segundo a Abrasel nos meses de novembro e dezembro, há um aumento da cerca de 13% no faturamento dos estabelecimentos no estado

 

 

Poucas empresas no Brasil, independentemente do setor, terão saudades de 2016. Agora, o momento é de respirar fundo e projetar um 2017 menos complicado. As confraternizações corporativas são o momento ideal para afrouxar o nó da gravata e tratar com mais suavidade o cotidiano do trabalho. Mesmo encolhendo o orçamento e, muitas vezes, optando por soluções mais simples, líderes e colaboradores buscam em bares e restaurantes um momento de tranquilidade, além de comida gostosa e bebida gelada.

Do outro lado do balcão, empresários do setor de alimentação fora do lar se esforçam para criar cardápios atrativos aos diversos paladares e bolsos, treinam equipes e abrem as portas para as famosas “festas de confraternização de empresas”.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel), nos meses de novembro e dezembro, há um aumento da cerca de 13% no faturamento dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar no Estado. O resultado é influenciado, basicamente, pelo aumento do número de eventos e confraternizações peculiares da época do ano, às duas parcelas do 13° salário e ao aumento da temperatura.

O Grupo Meet é formado, entre outras empresas, pela churrascaria Porcão, o Espaço Meet e o Meet Bar, todos na região Centro-Sul. Depois de atravessar um 2016 complicado, o presidente do Grupo, Fernando Júnior, comemora. Até agora, já tem agendados para novembro e dezembro mais eventos do que o total realizado no ano passado.“As notícias de que a economia vai voltar a crescer já animou as pessoas. Depois de um 2016 sofrido, as empresas querem recompensar a equipe, que enfrentou a tempestade. É uma forma de valorizar os colaboradores e, de alguma forma, atrair boas energias para 2017”, explica Fernando Júnior.

O gerente-geral da Cervejaria Pinguim, George Alves, chegou a uma conclusão muito parecida. Com um salão com capacidade para até 380 pessoas, na mesma região da cidade, já fechou vários eventos - para até 200 convidados. Os grupos, entretanto, em média, são compostos por entre 40 e 80 pessoas. “Já sentimos uma boa melhora desde outubro. Existe uma expectativa boa sobre 2017 e as empresas, se não têm muito o que comemorar, querem, pelo menos, brindar o fim de 2016. Os pacotes fechados, com preço fixo por pessoa, são muito procurados porque garantem a qualidade do serviço sem susto na conta”, avalia Alves.

 

Reaquecimento

No Sargas Restaurante - que atende o Mercure Hotel BH Lourdes -, no bairro de mesmo nome, o gerente de alimentos e bebidas do Sargas, Luís Veríssimo Lopes, aposta na customização como a principal estratégia. “Percebemos que desde o desfecho da crise política, em setembro, houve um reaquecimento do mercado de eventos. Para o fim de ano, destacam-se os eventos sociais, muitas vezes promovidos pelos próprios colaboradores. Para atender esse público criamos alguns produtos como o happy hour e as ceias de Natal e Réveillon, que podem ou não estar associadas à hospedagem. Também recebemos projetos dos nossos clientes e negociamos em cima da proposta, fazendo o evento do jeito que eles sonham. Essa é uma tendência forte no mercado. Mesmo no público corporativo as pessoas buscam a experiência”, aponta Lopes.

Caçula da turma, o Jockey Bar & Café, inaugurado na Savassi em novembro, vive o seu primeiro “fim de ano”, mas já sente o peso das confraternizações sobre o faturamento. Segundo o diretor de Marketing da casa, Diego De Stefano, por estar em uma região de muitos escritórios, o bar tem sido constantemente procurado para eventos corporativos e também sociais, como os tradicionais amigos-ocultos entre colegas de trabalho.“Essa é a nossa primeira experiência e estamos projetando promoções especiais para dezembro, além do pacote básico com custo fixo por pessoa. Essa é uma grande oportunidade para fidelizarmos novos clientes.

Os eventos corporativos são uma garantia de receita para a casa. Além disso, podemos receber eventos fechados nas terças e quartas-feiras, quando não abrimos ao público. Nesse caso customizamos o cardápio e o atendimento”, destaca De Stefano.

 

Perfil

A animação, porém, tem limite. Mesmo em número maior do que os realizados em 2015, os eventos têm menos convidados do que acontecia anteriormente e a busca por pacotes com preço fixo é quase uma unanimidade. “O cliente sempre quer negociar, especialmente quando o grupo é grande. Levamos isso com tranquilidade e o resultado tem sido muito positivo. Formatamos cinco pacotes diferentes, que têm atendido bem a expectativa dos nossos clientes”, destaca o gerente-geral da Pinguim. A prospecção de clientes também é fundamental para tornar o fim de ano dos próprios bares e restaurantes mais feliz.

Os eventos das empresas maiores, na sua maioria, já foram fechados. “Agora é hora de ganhar os encontros menores, entre 10 e 15 pessoas. Eles são importantes para completar a receita e atrair um novo público. Estamos fazendo isso ativamente. Não é hora de perder um só cliente”, alerta o presidente do Grupo Meet.

 

Fonte: Diário do Comércio