24/11/2016 - Especialistas debatem soluções para o futuro dos meios de pagamento

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Perspectivas para o setor, alternativas de meios, regulamentações e legislações foram assuntos do encontro

 

 

Especialistas se reuniram, na manhã de hoje, no auditório do Correio Braziliense, para o debate "O Futuro dos Meios de Pagamento: Desafios e Soluções", coordenado pelo jornal em parceria com a União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS). Participaram o ex-diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Aldo Mendes; o diretor da Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC, Douglas Ferreira; o representante da Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Marcelo Nunes; o CEO da First Data Brasil, Henrique Capdeville; o economista português, Pedro Menezes; o deputado federal e membro da Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Comércio, Serviços e Empreendedorismo, Herculano Passos (PSD/SP); e o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e membro da UNECS, Paulo Solmucci.

Uma pesquisa feita por entidades do comércio mostra que 50% dos lojistas diz que ter a maquininha do cartão fornecida pelo banco beneficia o negócio e acusa venda casada.“ Nós estamos passando por uma crise e está faltando o oxigênio do comércio, que é o capital de giro. Quando eu ouço do Pedro Menezes que nós estamos financiando os bancos é muito triste. Nessa relação com os bancos, é do jeito que eles querem, não tem muita opção”, disse  Solmucci.

Para o presidente da First Data Brasil, Henrique Capdeville, o desafio é ter condições de competitividade, aliada a um ambiente regulatório promissor. "Tivemos o primeiro resultado positivo no ano passado, ainda não estou falando de lucro, temos até o final do ano que vem para ter lucro. Estamos pedindo mais R$120 mi da matriz. Precisamos que a regulamentação avance para que possamos entrar melhor no mercado”, disse

O economista português Pedro Menezes, com vasta experiência no setor bancário europeu e especialista em análise de risco, iniciou o debate. Ele criticou o modo como ocorre a compensação do crédito que, no Brasil, privilegia apenas os bancos. Segundo ele, o consumidor realiza o pagamento das operações em 25 dias e o comerciante recebe em 30. “Os bancos ficam com o dinheiro nesse tempo e o comerciante acaba por financiar os bancos", explica.

 

Saiba

O evento é uma realização do Correio Braziliense juntamente com UNECS, União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços. O setor representa cerca de 15% do PIB, R$ 885,9 bilhões de faturamento, 83,7% das vendas da indústria de alimentos e bebidas e 65% das operações de cartões de crédito e débito no país. O debate sobre meios de pagamentos e os desafios para o comércio e serviços visa ampliar e dar mais visibilidade às discussões sobre temas relevantes para o setor e as oportunidades de melhorias nos ambientes de negócios, que tragam consequentemente mais desenvolvimento econômico e social para o Brasil.

 

Fonte: Com informações do Correio Braziliense