24/11/2016 - Mercado de franquias oferece opções ao gosto e ao bolso do freguês

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A partir de R$ 2 mil já é possível abrir uma franquia no país

 

 

O início das franquias foi impulsionado por grandes marcas e indústrias, sobretudo automotivas e alimentícias, e ter esse tipo de negócio significava investimentos de cifras robustas. O tempo passou e o mercado do franchising se democratizou, com a opções para todos os gostos e, principalmente, para todos os bolsos. Com capital de R$ 2 mil já é possível se tornar um franqueado no Brasil, que concentra hoje mais de 3 mil redes franqueadoras. As variedades são tantas que o céu é o limite para quem pretende entrar no ramo.

A diretora regional da Associação Brasileira de Franchising em Minas (ABF-MG), Danyelle van Straten, explica que, nos últimos anos, houve crescimento expressivo das microfranquias, que abrangem empresas cujo investimento se limita a R$ 80 mil. “Elas se consolidaram pela rápida capilaridade e a capacidade de expansão mais acelerada. Elas permitem, por exemplo, maior entrada no interior”, afirma.

A analista do Sebrae-MG Alessandra Simões, especialista em franchising, lembra que o começo da instalação de franquias foi marcado pela chegada ao país de grandes redes de fast-food, que faziam exigência aos empreendedores de lojas de grandes dimensões. “Depois, elas criaram um modelo que lhe permite ter um quiosque, uma loja menor. Houve uma adequação para que conseguissem se instalar em cidades menores”, destaca.

Atualmente, a partir de R$ 2 mil, há uma cartela de possibilidades de franquias. Segundo Danyelle, elas englobam, geralmente, serviços de comunicação e tecnologia em que o franqueado trabalha de casa, no home office. Até R$ 80 mil, o mercado conta com um pouco de tudo: franquias de “bike truck” – bicicletas gastronômicas –, empresas de alimentação, estética, serviço automotivo, consertos de roupas, entre outros. “Você vai encontrar franquias de todos os valores. O retorno é proporcional ao investimento”, diz.

A diversificação do mercado de franchising levou também os food trucks, moda na gastronomia, a aderirem à proposta. O empresário Luciano Nery, dono da Crepioca, que começou com um food truck de tapiocas, crepes e pizzas em Belo Horizonte, está transformando o negócio numa rede franqueadora. A ideia é expandir o modelo da capital mineira para o interior de Minas e outros municípios brasileiros.

Um veículo está em teste em Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. A franquia nem foi oficializada e Nery já está conversando com interessados no Rio de Janeiro e em Cuiabá. Segundo ele, o investimento do franqueado seria a partir de R$ 80 mil. “A franquia é uma forma de a pessoa comprar seu emprego. Conseguimos montar de acordo com a necessidade do cliente”, afirma Nery, que aponta a possibilidade de o cliente abrir uma loja ou quiosque, em vez do food truck.

 

Consultoria para não errar

A vontade de ter um negócio juntos sempre fez parte dos planos do casal Andréa Borges, servidora pública, e Vander Nunes, engenheiro. O sonho está prestes a se concretizar em forma de frangos crocantes e sequinhos. Os dois decidiram investir na FranGO, franquia especializada em cortes da carne servidos em baldes, e se preparam para abertura da loja na Avenida Afonso Pena, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul da capital, no próximo dia 28. A opção pelo negócio partiu do interesse pelo produto. “Já éramos consumidores”, conta Andréa.

Mas a escolha não foi imediata. Antes de fechar negócio com a marca, que tem outras três lojas em BH, o casal procurou uma consultoria especializada em franquias. “Eles nos ofereceram diversos negócios dentro de uma agenda especializada e nos mostraram tudo: o quanto vamos gastar, em quanto tempo esse investimento vai retornar”, explica. Segundo Andréa, o capital inicial para alavancar o negócio foi de R$ 200 mil.

A facilidade de abrir um empreendimento que já deu certo motivou a escolha por uma franquia. “Já vão me fornecer tudo de que preciso e não vamos precisar desenvolver um produto ou ficar testando coisas”, comenta a franqueada, que também se sentiu mais segura com o fato de a rede franqueadora ser de BH e oferecer suporte integral para a abertura da nova loja.

 

 

Afinidade e informação

Para a diretora da ABF, assim como no caso de Andréa e Vander, a afinidade com o negócio é o que deve motivar a escolha da franquia. “O valor disponível é um ponto de decisão, mas o que determina o ramo de atuação são as competências e afinidades. A empresa não funciona sem o envolvimento do dono. Não adianta escolher abrir um fast food se sou toda ‘natureba’”, reforça Danyelle.

Independentemente do tamanho da franquia, Alessandra Simões ressalta que o risco da abertura de uma franquia é aquele “inerente à atividade de empreender”. “A pessoa tem que entender o mercado em que está. Conversar com franqueados da rede e fazer uma checagem do mercado onde vai entrar, pois a rede franqueadora sempre vai mostrar os números do melhor negócio deles. Tudo que você monitorar de informação antes é melhor para o investimento”, diz a analista do Sebrae.

 

Fonte: Estado de Minas *Para ler na íntegra, visite o site do EM