24/08/2016 - Jogos foram melhor que o carnaval para economia do Rio

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As vendas no setor da alimentação subiram em torno de 45%

 

 

A Olimpíada terminou com ao menos dois setores da economia carioca se sentindo com o ouro no peito: hotelaria e bares e restaurantes. Os hotéis do Rio bateram 94% de ocupação média entre 1º e 21 de agosto, num ano em que a taxa vinha oscilando em torno de 40%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). Já no setor de alimentação fora do lar, as vendas subiram em torno de 45%, revertendo perdas de até 25% registradas de janeiro a julho, de acordo com o SindRio.

"Foi muito bom. A hotelaria registrou um recorde de quase 56 mil quartos ocupados. O melhor é que foram três semanas de hotéis praticamente lotados. Pesa no resultado do ano porque estávamos com a ocupação em torno de 40%", explicou Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ. O sucesso da Olimpíada é relevante em estimativas de aumento na captação de turistas nacionais e internacionais para o Rio, o que pode aliviar a preocupação com a situação pós-Jogos.

 

ESTADA MÉDIA TRÊS VEZES MAIS LONGA

O principal ganho, explica Lopes, é que nos Jogos do Rio-2016 a estada média dos visitantes foi de 12 a 14 dias, enquanto nas datas mais fortes do calendário da hotelaria carioca — réveillon e carnaval — a permanência é de três a cinco dias.

Nos bares e restaurantes, de janeiro a julho, o segmento registrou queda de 25% em vendas, segundo Pedro de Lamare, presidente do SindRio. Nos primeiros quatro meses deste ano, aproximadamente três mil postos de trabalho foram fechados no setor na cidade, conta De Lamare: "As vendas cresceram em média 45% durante a Olimpíada. Nós esperávamos o pico e nos preparamos para ele. O resultado foi ainda melhor em áreas de maior concentração de hotéis, instalações olímpicas e de casas montadas pelos países. Na Zona Sul, por exemplo, a alta chegou a 70%".

Na Barra da Tijuca, na Zona Norte como um todo e no Centro, o aumento nas vendas foi de 30%. Na Tijuca, bateu 45%, enquanto em outros pontos da Zona Oeste subiu 20%. "Não é possível dissociar o resultado da crise que enfrentamos. O ICMS dobrou no início deste ano. Mas, com a Olimpíada, ficou claro que com planejamento as coisas acontecem. O Rio tem capacidade de recuperação. Com um sólido plano de atração de eventos e consolidação do turismo, podemos avançar", argumenta o presidente do SindRio.

A gastronomia registrou alta em outras áreas. A Air de Cuisine, de comissaria para aviação executiva, viu a demanda de pedidos quadruplicar na Olimpíada. O faturamento saltou de R$ 50 mil por mês para R$ 200 mil no período.

O Boulevard Olímpico (na Zona Portuária), o Parque Madureira (na Zona Norte) e o Centro Esportivo Miécimo da Silva (em Campo Grande), que ganharam espaços para transmissão de competições, shows e outras atrações, reuniram mais de quatro milhões de pessoas. O Porto foi o único a contar com 50 food trucks, que venderam 250 mil produtos durante a Olimpíada. Só em bebidas, foram comercializados 500 mil litros. O Museu do Amanhã, na Praça Mauá, recebeu 82.500 visitantes, ou 5.200 por dia, acima da média habitual de 4.900.

 

Fonte: O Globo. Para ler a notícia na íntegra, acesse o site.