10/08/2016 - Empreender: Como dar longevidade a um bar

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Qualificação, estrutura, acústica, equipe, gerência. Tudo que uma empresa tem deve ser observado para montar um bar

 

 

Um negócio como qualquer outro, o bar faz parte do segmento de alimentação fora do lar atrelado à bebida. A diferença é que nesses locais há ainda o aspecto cultural. Portanto, por mais cara de divertimento que o bar tenha, o dono tem que enxergá-lo como uma empresa e precisa se qualificar. Evelynne Tabosa, gestora estadual de turismo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), indica os cursos que a entidade têm voltadas para o gerenciamento de negócios.

Isso porque o proprietário de um bar tem que saber o básico de controle financeiro e marketing e tentar ter a visão que o cliente tem quando senta à mesa. Importante ainda é registrar a empresa e continuar se aperfeiçoando, por meio de consultorias. “Desenvolver um aplicativo, a marca, ter um cardápio bem elaborado”, diz Evelynne. Afinal, quem não se prepara e se atualiza pode acabar entrando nas estatísticas do Sebrae de que metade das empresas criadas fecha as portas nos primeiros cinco anos.

O trabalho que se faz para montar um bar segue os mesmos princípios de quem atende no varejo. Portanto, o bar tem que ter conceito, porque as pessoas vão para o bar não só para beber, mas pela atmosfera que ele transmite. Outro cuidado é com a acústica. Muitos podem não notar, mas se o cliente não consegue conversar, ele não voltará mais ao local. “Tem que ter um tratamento acústico bom para que as pessoas possam escutar a música e, ao mesmo tempo conversar”, detalha Bosco Couto, consultor de marketing e estratégia da Being Marketing.

Gestão das cores pode passar despercebida por alguns donos de bares, mas o cliente não perdoa. Estabelecimentos de sucesso, na visão de Bosco, além de terem de ser arquitetonicamente chamativos, geralmente trabalham com cores mais escuras. Mas o básico também é imprescindível. A limpeza do local e dos banheiros, ofertar wifi e boa música são necessários. Na parte da comida, tem que ter o prato de entrada, mais barato, até o mais caro. A bebida também precisa de diversidade.

Para quem acha que até aqui está muito complicado, saiba que atualmente um bar de sucesso pede comida com a cara de gastronomia. Bosco diz que ao contrário da Europa, em que as pessoas jantam antes de ir a um bar, o brasileiro vai com fome. E eles vão não só para o que tem boa comida, mas para aquele que faz promoção, que divulga seu ponto de venda.

Todos os serviços não estariam completos sem uma equipe de bar completa, bem treinada e com bom trato. “O atendimento é fundamental. Tem que ser eficiente e mais caloroso que de um restaurante”, detalha Bosco. Se o garçom vai de três a quatro vezes na mesa de um cliente em outros estabelecimentos, em um bar ele vai de oito a dez. “E outra, o bar tem que estar cheio. Ninguém gosta de bar vazio”, diz.

 

Fonte: O Povo