01/08/2016 - Setor de alimentação se destaca como opção de investimento em Uberlândia (MG)

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Segmento representa 8,44% do total de microempreendedores da cidade

 

A vontade de investir em um negócio próprio geralmente está atrelada à estabilidade financeira com um setor que seja garantido. Para muitos empreendedores de Uberlândia, a primeira opção tem sido o setor de alimentação que já representa 8,44% do total de microempreendedores individuais (25.462) no município.

O consultor do Sebrae Alexandre Tranconi explicou que a procura é maior pelo segmento porque a demanda também é alta, uma vez que se alimentar é uma questão de necessidade. “É um negócio que tem uma procura muito grande para formalização, até porque exige maior atenção com a qualidade dos produtos e com as normas da Vigilância Sanitária. Só que também é preciso planejar e avaliar a viabilidade do negócio antes de abri-lo de qualquer jeito”, afirmou.

Pesquisa e consultoria foram pré-requesitos que não faltaram para os amigos Erich Peixoto, Tiago Hyral e Winnie Barros na hora investir em food trucks. Depois de seis meses de pesquisa do mercado de sorvetes, eles saíram dos antigos empregos e dedicaram no serviço ambulante de milk shake e sobremesas, estando entre os 254 formalizados do setor em Uberlândia.

 

 

O empreendedor Erich, 27 anos, inovou com os amigos em um cardápio diferenciado de milk shakes artesanais que, dependendo da ocasião, eventos sociais e faixa etária, são adaptados com bebidas alcoólicas. Um negócio que deu certo e que já leva o trio a montar uma loja física no Bairro Umuarama para ampliar o cardápio com crepes. “O Monster Shake nasceu para ser uma franquia de produtos diferentes e, em poucos meses, já ultrapassamos milk shakes. Acho que a gente identificou um público com uma aderência bacana e investiu num modelo de sucesso”, comentou.

Já o jornalista Adélio Braz Tinoco Junior, 39 anos, optou por se lançar ao mercado de restaurantes e investiu em uma franquia de frutos do mar, especificamente, camarão. O empresário era assessor de imprensa em Brasília e resolveu voltar para a terra natal, onde detectou o mercado em expansão, e hoje, é presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Triângulo Mineiro.

 

 

Atualmente, o presidente administra as duas lojas da rede na cidade. “Fiz um estudo com o Sebrae e descobri que o pessoal não tinha o hábito de comer frutos do mar, mas que era uma tendência. Hoje eu percebo o quanto houve um aumento e o quanto as pessoas têm se alimentado fora de casa. Observei um aumento de 15% a 20% nesse público”, revelou Adélio.

Aos empreendedores que iniciam o negócio com um orçamento mais baixo para depois terem condições de expandi-lo, uma opção viável é a produção e fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar. Esse é o caso do autônomo Cláudio de Oliveira Mendonça, de 38 anos, que trabalhou como vigilante patrimonial por muito tempo, mas foi aproveitando os dotes culinários que se realizou profissionalmente.

Mendonça morou em Londres e se especializou em culinária italiana. Quando voltou ao Brasil, foi motivado por amigos a abrir o próprio negócio no setor e a vender massas congeladas para consumo domiciliar. “Eu amo cozinhar e então resolvi investir nas massas. Eu mesmo produzo e entrego, chegando a tirar na faixa de R$ 2.500 a R$ 3 mil ao mês. Os negócios estão bem devagar com essa crise, mas não desisto. Futuramente ainda quero abrir um local fixo, além de aumentar o serviço de delivery”, comentou.

 

Fonte: G1 - Triângulo Mineiro