17/05/12 - Inflação oficial acelera em abril e sobe 0,64%

Foi o maior índice mensal registrado desde abril de 2011

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril em 0,64%, ante uma variação de 0,21% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de uma taxa de 0,48% a 0,65%, e superou a mediana de 0,60%.

Foi o maior índice mensal medido desde abril de 2011, quando a alta foi de 0,77%. O resultado foi três vezes maior que o registrado em março, quando a inflação foi de 0,21%.

No entanto, a taxa acumulada em 12 meses continuou sua trajetória de desaceleração, passando de 5,24% em março para 5,10% em abril. No acumulado de 2012, a alta de 1,87% também foi menor que a registrada no mesmo período de 2011, de 3,23%

No ano, o IPCA acumula alta de 1,87%.

 

Cigarros puxam inflação

Os cigarros confirmaram-se como a maior pressão sobre a inflação do mês de abril. Os preços subiram 15,04%, após o reajuste médio de 25% em vigor desde 6 de abril. A contribuição dos cigarros foi de 0,12 ponto porcentual na taxa de 0,64% do IPCA do mês passado.

Junto com os preços em alta de empregados domésticos, que subiram de 1,38% em março para 1,86% em abril, os cigarros levaram o grupo Despesas Pessoais a exercer o maior impacto de grupo no IPCA de abril. A taxa de Despesas Pessoais foi de 2,23%, o que resultou numa contribuição de 0,22 ponto porcentual na inflação.

Os preços dos remédios subiram 1,58% no mês passado, após terem aumentado 0,02% em março. Como resultado, os remédios foram os principais responsáveis pela alta de 0,96% no grupo Saúde e Cuidados Pessoais em abril. A contribuição dos remédios foi de 0,05 ponto porcentual na taxa do IPCA (0,64%) no mês.

Outros itens que exerceram pressão no grupo em abril foram excursões (1,88%), hotéis (1,63%) e serviços bancários (1,42%).

 

Fonte: Estadão