22/07/2016 - Empresários e MPE debatem combate a consumo de bebida alcoólica por menores em Alagoas

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Abrasel em Alagoas defende uma maior participação dos órgãos públicos na adoção de medidas preventivas e ostensivas na coibição da prática ilegal

 

 

A promotora de Justiça Alexandra Beurlen mediou, na última quarta-feira (20), uma audiência pública com representantes da sociedade civil organizada e poder público para discutir a melhor forma de se garantir o cumprimento da Portaria nº 01/2016, expedida pela 28ª Vara Cível da Capital (Infância e Juventude) em abril deste ano. A norma disciplina a fiscalização, a apuração de responsabilidades e a aplicação de sanções administrativas pelo fornecimento de bebida alcoólica, tabaco ou outras substâncias proibidas a crianças e adolescentes.

Atenta às manifestações dos presentes, a titular da 11ª Promotoria de Justiça da Capital considerou as sugestões dos empresários e comerciantes, bem como as dos agentes de fiscalização. Alexandra Beurlen pedirá à Polícia Militar um atendimento mais rápido das ocorrências que envolvam menores nos estabelecimentos, bem como solicitará à Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (SEPREV) uma campanha publicitária preventiva contra o consumo de bebidas alcoólicas por menores.

"Maceió está entre as três capitais mais violentas do país. É dever do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário adotar medidas que diminuam um dos fatores geradores desta violência, que é o acesso a bebida por menores, evitando que crianças e adolescentes consumam álcool cada vez mais cedo", destacou a promotora de Justiça.

Para a representante da secretaria, Esvalda Bittencourt, a portaria foi um grande avanço no combate ao ilícito. "Em termos legais, a medida vai ao encontro do Estatuto da Criança e do Adolescente e da legislação federal, de modo a contribuir com o nosso trabalho de fiscalização porque compartilha responsabilidades. Os resultados do trabalho de prevenção não ocorrem do dia para a noite. Eles ocorrem a médio e longo prazo, principalmente diante da cultura local, que é a de incentivar o jovem a beber desde cedo", disse.

 

Colaboração dos empresários

Válida há três meses, o cumprimento da portaria já gerou autuações em diversos estabelecimentos de Maceió. Na audiência desta quarta, empresários e comerciantes aceitaram colaborar com a fiscalização do acesso de bebidas alcoólicas a menores, mas defenderam maior resguardo legal, principalmente nas situações em que a criança ou o adolescente já se encontra consumindo o produto, mesmo que por meio de um adulto.

"É preciso que se deixe bem claro de quem é a responsabilidade, além da forma como podemos ajudar", destacou o representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Alagoas, Thiago Falcão. Tal como os demais presentes da sociedade civil organizada, a entidade defende uma maior participação dos órgãos públicos na adoção de medidas preventivas e ostensivas na coibição da prática ilegal.

Durante a audiência, também foi consenso a necessidade de se criar um protocolo de condutas a serem adotadas pelo estabelecimento comercial, a fim de garantir maior resguardo legal ao empresariado antes da abordagem aos clientes. Tal manual deverá ficar pronto até agosto, quando a Vara da Infância e da Juventude voltará a contar com magistrado competente.

 

Fonte: Gazeta Web