20/07/2016 - Movimento Culinário Slow Food completa 30 anos

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Empresa que administra serviços dos correios na Itália cria selo comemorativo para o movimento

 

 

Há 30 anos, na pequena cidade de Bar, na Itália, o jornalista Carlo Petrini criou o Slow Food, uma organização internacional que tem como principais objetivos ajudar a preservar as culturas e tradições gastronômicas de todo o mundo, incentivar o consumo de comidas mais saudáveis e sustentáveis e se opor às redes de fast food.

Para celebrar as três décadas do movimento, a Poste Italiane, empresa que administra os serviços dos correios na Itália, divulgou ontem a primeira imagem de um selo comemorativo que será lançado no próximo dia 26 julho sobre a organização. O selo, que custará 95 centavos de euro, conta com o desenho de um caracol vermelho, o logo da organização italiana.

O movimento foi criado e apresentado pela primeira vez ao público em 1986 durante uma demonstração no restaurante do McDonald’s próximo da Escadaria da Piazza di Spagna, em Roma. Já três anos depois, em 1989, o Slow Food foi oficialmente reconhecido como uma associação internacional e seu manifesto finalmente foi assinado.

Atualmente, o movimento está presente em mais de 160 países, inclusive no Brasil, e conta com centenas de projetos que englobam sustentabilidade e consumo sustentável e milhões de pessoas envolvidas neles.

 

Mais sobre o Slow Food

O movimento preserva identidades culturais ligadas a tradições alimentares e gastronômicas, protege produtos alimentares e técnicas de cultivo e defende espécies vegetais e animais domésticos e selvagens. O alimento, portanto, deve ser bom, limpo e justo, o que significa que deve ser saboroso, ser produzido de forma a respeitar o meio ambiente e com preços justos, tanto para quem produz, quanto para quem consome.

Segundo Glenn Makuta, um dos líderes do movimento no Brasil, muitas vezes as pessoas entendem o Slow food como um movimento elitista, que prega apenas o ato de comer devagar, quando na verdade o conceito básico funciona como uma contraposição ao fast food. “Existem três frentes defendidas: a educação pelo paladar, a diminuição da distância entre produtor e consumidor e a bandeira pela biodiversidade.A partir do momento que sensibilizamos as pessoas pela questão da qualidade de certos alimentos, fomentamos um modelo consciente e sustentável de produção e distribuição”, destaca.

 

Fonte: Correio Popular