20/07/2016 - Pampulha (MG): manter título da Unesco será grande desafio

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Abrasel em Minas Gerais aposta no título de "Patrimônio da Humanidade" para a valorização dos estabelecimentos da capital

 

 

A conquista do título de patrimônio da humanidade concedido, no último fim de semana, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, cartão-postal de Belo Horizonte, não será suficiente para promover o nome da capital mineira mundo afora. Representantes de entidades que compõem o trade turístico e do próprio poder público são categóricos ao apontar a integração de esforços e a adoção de estratégias conjuntas como os principais desafios, a partir de agora, para estimular o turismo e incrementar a atividade econômica do município.

No curto prazo, avaliam, os reflexos serão sentidos, principalmente, na promoção do turismo de lazer, atividade que, aos poucos, vem ganhando destaque em Belo Horizonte. “A importância do título alcançado não só pela Pampulha, mas pela cidade como um todo, é enorme. Acreditamos em uma repercussão positiva no que se refere ao fluxo de turistas na cidade, o que cria uma necessidade ainda maior de que todos os atores envolvidos se unam. É importante que essa chancela não se perca”, ressalta Anderson Rocha, presidente do BH Convention & Visitors Bureau, entidade sem fins lucrativos que promove a valorização da imagem de Belo Horizonte nos mais diversos segmentos, vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de BH (CDL-BH).

Segundo ele, cabe a toda cadeia produtiva do turismo, e não só às esferas públicas, fortalecer a prestação de serviços, incluindo os setores de transportes, de hospedagem, alimentação fora do lar, as agências receptivas e a própria estrutura municipal. “Ganhamos o melhor prêmio que poderíamos ter, mas precisamos, todos, compreender a importância dele. A economia da cidade ganha, o comércio, que tem participação importante no PIB municipal, mas é fundamental ter um turismo bem estruturado. O projeto “Pampulha patrimônio” precisa ser perene. O turista, seja ele de onde for, precisa sentir prazer em estar em Belo Horizonte”, acrescenta Rocha.

Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel), o empresário Ricardo Rodrigues aposta no título para a valorização dos estabelecimentos da Capital. Ele acredita, porém, que o trabalho de divulgação da chancela deva passar, inicialmente, pela população local, para só então ganhar reconhecimento internacional. “O primeiro turista a fomentar a região sob essa nova ótica é o morador da cidade, o mineiro. Temos excelentes restaurantes, que precisam ser conhecidos por quem vive aqui. Tudo isso, seguramente, vai aquecer nossa economia”, avalia Rodrigues.

O representante da Abrasel em Minas destaca a avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, como polo de gastronomia em função da diversidade e qualidade da culinária que oferece. “É um local que viaja por diversas culinárias, da gastronomia japonesa aos sanduíches. Pode ser que esse título estimule novos empreendedores, mas afirmo que a Pampulha dispõe, hoje, de excelentes opções, está completa”, diz. A região tem, atualmente, cerca de 8restaurantes cadastrados na Abrasel-MG.

Erguido na década de 1940 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, durante o governo do então prefeito Juscelino Kubitschek, o Complexo Arquitetônico da Pampulha é formado pela Lagoa da Pampulha e orla, jardins de Burle Marx, Igreja de São Francisco de Assis, Museu de Arte da Pampulha, Casa do Baile, Iate Tênis Clube e Praça Dalva Simão. O monumento é o 20º sítio brasileiro a figurar na lista de patrimônios mundiais da Unesco, dentre culturais e naturais. O resultado do título foi conhecido no último domingo, após votação realizada em Istambul, na Turquia.

 

Fonte: Diário do Comércio