14/07/2016 - Deputado Alceu Moreira defende fórum de debates para combater contrabando

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Apenas em 2015, o Brasil deixou de arrecadar R$ 115 bilhões devido ao mercado ilegal

 

 

O deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) propôs a realização de um fórum de debates para combater a entrada de cigarros contrabandeados no Brasil. O grupo será formado pelo governo federal, Receita, polícia federal e rodoviária, empresas e representantes dos produtores. A reunião inicial, segundo ele, deve ser realizada no Ministério da Fazenda.A medida foi apresentada em audiência pública sugerida pelo deputado gaúcho e realizada nesta terça-feira, 12, na Câmara. Alceu Moreira também defendeu a integração de informações para maximizar o combate ao contrabando.

O presidente da Abifumo, Carlos Galant, frisou no encontro que apenas em 2015, o Brasil deixou de arrecadar R$ 115 bilhões devido ao mercado ilegal. "Hoje mais de 30% do cigarro consumido no Brasil é contrabandeado e sem nenhum controle sanitário", sentenciou. "O contrabando de cigarros traz junto drogas e armas. Produtos proibidos no Brasil pela Anvisa entram pelo Paraguai", completou o diretor do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, Fernando Bomfiglio.

Vinicius Pelizer, da Polícia Rodoviária Federal, apontou o alto grau de violência dos contrabandistas, em muitos casos superior ao enfrentamento ocorrido com traficantes. E segundo Ronaldo Medina, da Receita Federal, os valores gastos com o combate ao contrabando tem alto retorno financeiro para o país.

Benício Albano Werner, da Associação dos Fumilcutores (Afubra), explicou o tamanho da cadeia produtiva do tabaco, que emprega mais de 150 mil famílias no campo, em especial no sul do país, e tem altas perdas devido à entrada do produto contrabandeado. Ele também defendeu a redução da carga tributária para o produto nacional.

Ainda conforme Edson Vismona, da Fórum Contra a Pirataria, depois de muitos anos o Brasil voltou a ter diálogo para combater esse problema através do presidente interino Michel Temer e do trabalho do Ministério de Relações Exteriores.

Também participaram da audiência o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, Luciano Barro, e o delegado federal, José Versiani, da Divisão de Repressão aos Crimes Fazendários.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Deputado Alceu Moreira