30/06/2016 - Educação à distância é a aposta do IESB para o setor da gastronomia

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Instituição de Brasília investe na qualidade dos professores e em plataformas tecnológicas para atrair novos alunos de todo o país

 

 

O número de cursos técnicos e de graduação em gastronomia vem crescendo ano a ano no Brasil. O variado público-alvo consiste desde jovens que querem atuar na área até empresários de bares e restaurantes que desejam qualificar a si mesmo e sua equipe de colaboradores. Se a restrição de horários é um empecilho para quem quer estudar, várias instituições já contam com cursos de educação à distância (EAD), modalidade educacional na qual o aluno consegue acompanhar as aulas, ter acesso ao conteúdo, e tirar dúvidas e ser orientado por meio da internet, em horários diferenciados, e com métodos de avaliação que podem ser também à distância ou presenciais. Segundo o Ministério de Educação (MEC), atualmente 15% das matrículas em ensino superior são em cursos EAD.

 

 

Entre as instituições que acompanham essa evolução da demanda está o Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), que já possuí um dos mais renomados cursos de gastronomia do Brasil, e agora investe na modalidade à distância para se destacar ainda mais no mercado. Para Eda Coutinho, reitora do IESB, a fórmula do sucesso consiste em investir na qualidade dos professores e infraestrutura para atrair alunos. O instituto já contou com a visita de grandes nomes da gastronomia mundial, como Alex Atala, eleito chef do ano pelo Guia Quatro Rodas 2006. Foi ele quem avaliou o laboratório gastronômico do IESB como o melhor do país.

O maior desafio da oferta do curso EAD, segundo a reitora, é manter o nível de qualidade do ensino presencial - uma extensa pesquisa de mercado foi feita para a elaboração do curso nessa modalidade. “Pesquisamos aspectos educacionais de várias das melhores escolas do ramo no mundo, desde Los Angeles, na costa oeste americana até Buenos Aires, no Instituto Argentino de Gastronomia (IAG), passando também pelo Culinary Insitute Of America (CIA), em Nova York, a escola de culinária mais premiada do planeta”, diz. De lá, pesquisadores foram contratados para o planejamento arquitetônica dos laboratórios gastronômicos do curso, em Brasília. Eda conta que apenas em equipamento, o centro universitário contou com um investimento de mais de um milhão de reais.

O estudante matriculado na modalidade EAD tem a mesma equipe de professores do módulo presencial. O conteúdo teórico é gravado em vídeo e a prática é realizada em, no mínimo, oito encontros presenciais ao decorrer do semestre. “É como se o aluno estivesse assistindo aula presencialmente. Com o investimento em tecnologia, vamos diminuir bastante essa distância”, diz.

A entrada de alunos acontece semestralmente e possui um processo seletivo simplificado. Ao preencher a ficha de inscrição, o candidato deve selecionar uma data para fazer a prova ou optar pelo ingresso utilizando nota do ENEM.

 

Pontos a favor

O histórico do IESB como referência em educação também conta pontos para a escolha do curso. Em 1998, a instituição oferecia somente dois cursos – administração e ciência da educação – e contava com apenas 320 estudantes. Hoje são 18 mil alunos matriculados em 40 cursos de graduação e 30 de pós-graduação, divididos em três campos (Asa Norte, Asa Sul e Ceilândia).

Aprender na prática tem sido o foco da instituição durante esses anos e, na opinião da reitora, está em seu DNA. “A parte do empreendedorismo é fundamental porque hoje ninguém pode estar fechado para a ideia de se ter um próprio negócio. Preparamos o aluno para entrar no mercado e introduzir mudanças”.

A própria trajetória profissional de Eda confirma a vocação do centro universitário para "aprimorar mentes criativas". Ela se formou em biblioteconomia na PUC-Campinas e em pedagogia na Universidade de Brasília (UnB), onde também cursou várias disciplinas no Departamento de Psicologia. Em 1973, mudou-se para os Estados Unidos e fez o mestrado e o doutorado na Universidade Estadual de Pensilvânia. Na volta ao Brasil, trabalhou no MEC, tudo isso antes de fundar o IESB.

 

Parceria

Com formação acadêmica de dois anos, o tecnólogo em gastronomia pode atuar em restaurantes, hotéis, clubes, hospitais, bares, complexos turísticos e de lazer, empresas do setor, jornalismo gastronômico e indústria de alimentos. O profissional formado pelo IESB também pode se tornar um consultor, prestando assessoria na abertura de um restaurante ou mudança de cardápio, além de assumir a responsabilidade de treinamento, organização e planejamento.

No segundo semestre de 2015, o IESB formalizou parceria com o grupo Swiss Education, rede de educação em hotelaria renomada em todo o mundo. O convênio permite aos alunos de gastronomia complementar os estudos na Culinary Arts Academy (CAA), especializada em culinária, confeitaria e chocolataria. Duas vezes ao ano um chefe do CAA virá à capital federal ministrar uma aula para os discentes do Iesb.

Para saber mais acesse o site da IESB.

 

Fonte: Revista Bares & Restaurantes - edição 109. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para assinar a revista.