30/06/2016 - Bares e restaurantes de Curitiba terão aparatos de segurança

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Projeto da Abrasel no Paraná prepara estabelecimentos da capital para combater a violência

 

 

Crise econômica e política, desemprego, endividamento em alta e renda em queda. Com um cenário como este, a tendência é de alta na criminalidade. E depois dos seguidos episódios de violência registrados até abril deste ano em Curitiba, aliado ainda aos recorrentes casos de assalto contra bares e restaurantes de São Paulo, o setor gastronômico resolveu tomar medidas preventivas no Paraná.

Na noite de terça-feira (28), a seccional do Paraná da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) lançou o projeto “Ambiente Mais Seguro”, em evento realizado no Bar Jabuti. A iniciativa, uma parceria com a Orsegups, uma das maiores empresas de segurança eletrônica do Brasil, oferecerá gratuitamente treinamentos específicos para que as equipes de bares e restaurantes saibam reagir em casos de violência, além de consultoria completa sobre monitoramento e a instalação de um botão de pânico exclusivo ligado às câmeras dos estabelecimentos.

De acordo com Luciano Bartolomeu, diretor executivo da Abrasel no Paraná, o projeto foi criado para evitar que aconteça no estado o que vem acontecendo em São Paulo, com a formação de quadrilhas especializadas em ataques as bares e restaurantes, e também para dificultar que se repitam episódios como o registrado em abril deste ano no restaurante Madero, do Cabral, quando três homens armados entraram no local, renderam funcionários e clientes e exigiram a entrega de celulares, joias, relógios e o dinheiro do caixa. Na fuga dos criminosos houve troca de tiros com a polícia, com dois funcionários feridos e um bandido morto.

“Nós estamos trabalhando há seis meses (no projeto), principalmente para evitar que possa acontecer o que ocorreu em São Paulo, onde estabelecimentos tem sido alvo de quadrilhas de assalto”, afirma Bartolomeu, explicando que a ideia do projeto era aproveitar uma estrutura já existente e aperfeiçoar o serviço. “Já há em Curitiba uma lei municipal que obriga os estabelecimentos com mais de 100 lugaress a ter câmeras de monitoramento. Mas poucos tem um botão de pânico fixo que pode dar imagem em tempo real para a empresa de monitoramento tomar as providências necessárias”, explica Luciano.

 

Fonte: Bem Paraná