23/06/2016 - Prefeitura estuda mudar licitação de food trucks em Curitiba

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Empresários encontraram com o secretário de Urbanismo Reginaldo Cordeiro e representantes da Abrasel e Abrabar para discutir aspectos polêmicos do edital

 

 

Após uma reunião realizada na manhã desta quarta (22), entre os donos dos food trucks, o secretário de Urbanismo Reginaldo Cordeiro e representantes da Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes) e da Abrabar (Associação de Bares e Casas Noturnas), a Prefeitura estuda mudar o edital da licitação que libera a circulação dos caminhões de comida em locais públicos de Curitiba.

O encontro foi marcado após o protesto dos "truckeiros" que na semana passada realizaram uma carreata e um buzinaço em frente ao prédio da Prefeitura. Os empresários reclamam dos valores cobrados pelo poder público para participar da licitação (que chegam até R$ 1.171,10) e as mensalidades (até R$ 1.505,70), além de criticar os pontos escolhidos pela Prefeitura, que estariam em regiões de pouca circulação de pessoas. O decreto que regulamenta a atividade dos food trucks prevê ainda que os caminhões não estacionem a menos de 200 metros de bares e restaurantes.

Segundo nota da Prefeitura Municipal, um dos avanços em relação às reivindicações da Associação Paranaense dos Food Trucks (APFT) diz respeito à medida dos food trucks. O limite de 7 metros de comprimento e 2,5 metros de largura está mantido para eventos públicos. Para eventos privados, houve flexibilização, mas os veículos terão que se enquadrar à legislação de trânsito vigente quanto à sua mobilidade dentro da cidade.

Outra ideia é que os food trucks possam comercializar seus produtos em locais públicos (regulamentados em edital), em food parks, eventos particulares e em feiras especiais desenvolvidas pela Prefeitura, em espaço público.

Ainda estão sendo discutidas a possibilidade da formação de consórcios para participar da licitação e assim amenizar o problema de falta de interesse em pontos de parada avaliados pela APFT como pouco atrativos para determinado tipo de alimentação.“O importante é termos diálogo aberto e transparente para chegar a conclusões que sejam interessantes para o segmento e para o poder público. Temos total interesse, como administração municipal, em apoiar o desenvolvimento do food truck em nossa cidade”, afirma o secretário municipal de Urbanismo, Reginaldo Cordeiro, em nota divulgada na noite de quarta.

Até o momento, apenas 11 veículos estão licenciados enquanto outros 29 já se cadastraram e aguardam vistoria. Estima-se que funcionem em Curitiba mais de 150 food trucks.

A APFT também se pronunciou por meio de uma nota divulgada na noite de quarta. A entidade afirma que o que desagrada os empresários no edital “é o formato dos pontos ofertados (em grupos de 3 locais) sendo que o food truck terá que operar nesse bloco que adquiriu sete dias por semana, quatro a oito horas/dia. “Nesse formato fica inviável trabalhar com o food truck que precisa rodar e participar de outros eventos para que se consiga pagar seus custos”. Eles ainda afirmam que instruem e incentivam a regularização dos food trucks.

Enquanto a Prefeitura avalia se acatar as demandas dos empresários, o edital de licitação que foi lançado no dia 9 de junho continua valendo: donos de food trucks têm tempo até 11 de julho para apresentar as propostas.

Luciano Bartolomeu, diretor executivo da Abrasel no Paraná, que participou da reunião, diz que a reclamação dos donos de food trucks sobre os locais públicos escolhidos pela Prefeitura é infundada: “Temos restaurantes que fizeram o seu ponto. A comida de rua tem tido um crescimento mundial. Se os locais tiverem estrutura, as pessoas vão procurar”, afirmou em entrevista ao Bom Gourmet.

Fábio Aguayo, presidente da Abrabar, que também esteve presente na reunião, diz que entre seus associados estão truckeiros, mas que os que trabalham irregularmente deveriam ter o veículo guinchado. Sobre a questão dos pontos públicos, Aguayo diz que esses lugares devem ser ocupados até mesmo para gerar novos espaços gastronômicos. “Temos que atender todos os públicos. Essa contrapartida da Prefeitura é saudável para descentralizar a gastronomia”, afirma. Segundo ele, os valores cobrados pela Prefeitura “são justos”.

 

Fonte: Bom Gourmet