17/06/2016 - Prefeitura de Goiânia anuncia que não vai mais recolher lixo de restaurantes e supermercados

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No total, cerca de 600 pontos deixarão de receber coleta gratuita na capital

 

 

A Prefeitura de Goiânia anunciou que, a partir do próximo dia 14 de julho, vai deixar de coletar, transportar e dar destinação final aos resíduos produzidos por grandes geradores, como supermercados, restaurantes, shoppings, condomínios de edifícios não residenciais e outros. No total, cerca de 600 pontos deixarão de ser atendidos pela Comurg na capital de Goiás.

O corte está previsto em uma lei municipal aprovada em novembro de 2014, que estabelece que os grandes geradores deverão se responsabilizar com a coleta, transporte e destinação final de seus resíduos. A medida, segundo a administração, além de gerar economia também atende ao Código de Posturas do Município e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina ao Poder Executivo a coleta gratuita apenas do resíduo domiciliar.

Conforme dados da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), são recolhidos aproximadamente 42 mil toneladas de resíduos domiciliares por mês, sendo que 40% são provenientes dos grandes geradores. Ainda segundo a companhia, todos os 600 pontos identificados pela prefeitura serão notificados sobre a medida. “O cidadão comum não pode arcar, em forma de pagamentos de impostos, com a coleta de grandes empreendimentos e a população atendida pela coleta convencional aos domicílios/residências, caracterizados como pequenos geradores, não serão afetados”, explicou a companhia em resposta a usuários nas redes sociais.

Em nota, a prefeitura também esclareceu que, independente da empresa escolhida para a realização da coleta, a mesma também deverá ser cadastrada no site da Prefeitura de Goiânia, além de ser qualificada para a execução da atividade e licenciada junto à Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA). “Caso o gerador queira permanecer com a Comurg na execução da coleta e destinação final dos resíduos, os serviços serão realizados mediante cobrança”, acrescenta o comunicado.

A prefeitura entende como “grande gerador” os estabelecimentos comerciais públicos, institucionais, de prestação de serviços e industriais que produzem resíduos com o volume superior ou igual a 200 litros diários, ou condomínios de edifícios não residenciais, ou de uso misto, geradores de resíduos sólidos cuja soma em volume seja igual ou superior a 1.000 litros e, por fim, aqueles estabelecimentos comerciais públicos que são geradores de resíduos sólidos inertes, como entulho, terra, matérias de construção com massa superior a 150 quilogramas diários.

 

Fonte: Jornal Opção